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Moraes vota para tornar réus acusados de obstruir caso Marielle Franco

O ministro Alexandre de Moraes acolheu denúncia contra policiais civis acusados de desviar o foco das investigações sobre as mortes ocorridas em 2018

Da redação
DA REDAÇÃO

15/05/2026 • 18:15 • Atualizado em 15/05/2026 • 18:28

Marielle Franco

Marielle Franco

Câmara Municipal do RJ

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réus três acusados de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

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O posicionamento do relator foi apresentado em julgamento virtual da Primeira Turma da Corte, que analisou a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros.

De acordo com a procuradoria, os acusados cometeram atos para desaparecer com provas, incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.

Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes, Rivaldo e outros acusados foram condenados pelo assassinato da vereadora. No voto proferido, Moraes votou pela abertura de uma ação penal contra os denunciados.

Antes do julgamento, a defesa de Rivaldo defendeu a rejeição da denúncia por falta de provas e disse que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio foi acusado com base em inferências.

Os advogados de Giniton afirmaram que ele não tem foro privilegiado e não pode ser julgado pelo Supremo. A defesa de Marco Antonio de Barros afirmou que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho da polícia resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.

Com informações da Agência Brasil