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Irmãos Brazão são condenados a 76 anos de prisão no caso Marielle Franco

Decisão do STF também condena o delegado Rivaldo Barbosa por obstrução de justiça e outros quatro envolvidos no crime que chocou o país.

Por Redação
REDAÇÃO

26/02/2026 • 08:45 • Atualizado em 26/02/2026 • 08:45

Chiquinho Brazão e Domingos Brazão

Chiquinho Brazão e Domingos Brazão

Reprodução

Os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, deputado federal, foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão. A sentença foi proferida pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que os considerou mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018. O crime também vitimou o motorista Anderson Gomes e incluiu a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.

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A investigação, que se arrastou por anos, apontou uma trama complexa envolvendo agentes públicos e membros de organizações criminosas. Além dos irmãos Brazão, outras figuras centrais no caso receberam sentenças. O delegado da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, foi condenado a 18 anos de prisão. Ele foi acusado de utilizar seu cargo para obstruir deliberadamente as investigações, além de corrupção passiva, dificultando a elucidação do crime desde o início.

Outro condenado foi o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, sentenciado a 56 anos de reclusão por sua participação direta na execução do plano. A teia de cumplicidade se estendeu a Robson Calisto Fonseca, ex-assessor do TCE, que recebeu uma pena de nove anos por seu envolvimento no crime de organização criminosa, evidenciando a rede de influências que operou para planejar e acobertar o assassinato.

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