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'Na família Bolsonaro roupa suja se lava em público', diz Oinegue

Por Redação
REDAÇÃO

24/06/2026 • 23:18 • Atualizado em 25/06/2026 • 01:05

Eduardo Oinegue
Oinegue

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Reprodução/Band

Michele Bolsonaro, quem diria que Michele Bolsonaro, a ex-primeira-dama, viraria a grande atração da política hoje, detonando não um petista, não a esquerda, mas detonando o enteado, detonando o filho do marido dela, que é pré-candidato a presidente.

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Gente, a política é incrível mesmo, a gente querendo uma campanha com discussão de propostas, discussão de projetos que transformem o Brasil num país avançado e acontece isso, um show deprimente. Primeiro, aliás, é bom lembrar, a história mal contada de Jax Wagner, o senador que resolveu aumentar o patrimônio da família com a ajuda da turma do Banco Master. E agora a história mal contada também de Michele Bolsonaro, que resolveu gravar um vídeo esculhambando o pré-candidato Flávio Bolsonaro e fazendo referência a um telefonema que ela teria recebido de Flávio e que, segundo ela, ela teria sido maltratada, diz Michele se referindo a Flávio.

Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido, disse que eu havia chegado ontem, não entendia nada de política, diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem, entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante, então eu me recolhi, fiquei na minha e assim permaneço. O telefonema foi em novembro do ano passado, o que será que aconteceu de tão grave desde então? O que ela queria que não tivesse acontecido e que aconteceu, ou o contrário?

De qualquer forma, a gente teve um dia agitado, agitação do lado da campanha de Lula também, além da agitação do lado da campanha de Flávio Bolsonaro, e vamos falar né, Jaques Wagner tinha sido desmascarado pela Polícia Federal e ficou aí alguns dias constrangendo Lula, finalmente ele perdeu o cargo de líder do governo no Senado e como sempre acontece num processo de fritura de político graúdo, primeiro surgem as declarações de apoio, boa parte de uma falsidade que dá medo e quando a demissão acontece vem aquele papinho de que a saída é resultado de um acordo, um comum acordo, foi coisa nenhuma.

E sobre Michele, vídeo bem feito, bem interpretado, bem montado, bem cadenciado, zero emocional, hiper racional, a gente sabe que o clima nessa família não é nada bom, que ninguém segura a mão de ninguém lá dentro, mas mesmo assim surpreende, porque o bafafá acontece antes de Flávio evoluir da condição de pré-candidato pra candidato na convenção do PL. Lembra aquele ditado que diz que roupa suja é pra lavar em casa? Esquece, na família Bolsonaro, roupa suja não é pra lavar não, ela só fica exposta diante das câmeras do jeito que está.

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