Política

PF atesta integridade de provas do Caso Master e confirma envio a ministros

Resposta acontece após ministros do STF solicitarem cópias da íntegra do material colhido em celular do banqueiro

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13/09/2026 12:52 • Atualizado há 5 dias

PF atesta integridade de provas do Caso Master e confirma envio a ministros

Em ofício enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, neste domingo (13) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestou informações sobre a cadeia de custódia das provas extraídas do celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação da corporação atendeu a uma requisição formulada pelo presidente da Corte com prazo de resposta de até 24 horas.

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O dispositivo em questão, um iPhone 17 Pro, foi apreendido em 18 de novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. O exame pericial do aparelho foi formalizado no dia seguinte pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, dando origem ao Laudo nº 4281/2025.

De acordo com o documento da instituição, a fonte original da prova permanece sob custódia física da Polícia Federal, mantida em envelope de segurança lacrado e sem qualquer registro de rompimento ou novo manuseio. Para assegurar a preservação digital de forma redundante, os dados extraídos foram salvos em mídia física com lacre e armazenados em servidor institucional na forma de arquivo compactado e protegido por senha.

No mesmo ato de busca e apreensão, também foi recolhido um tablet Apple que não teve seus dados extraídos devido ao bloqueio por senha e à incompatibilidade com a ferramenta utilizada, permanecendo o item lacrado.

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Esclarecimento sobre a entrega ao relator

A Polícia Federal ressaltou no ofício que o encaminhamento de uma cópia dos dados ao gabinete do ministro André Mendonça não partiu de uma iniciativa espontânea da corporação, mas atendeu a uma solicitação formal do próprio gabinete do relator.

Segundo a cronologia apresentada, no dia 8 de março de 2026, por volta das 8h40, os arquivos da extração foram repassados em dispositivo criptografado à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ). Às 10h do mesmo dia, um HD encriptado contendo a cópia da extração foi entregue à equipe de assessoria do relator nas dependências do STF.

A instituição enfatizou que o material entregue consistiu estritamente em uma cópia e que o aparelho original jamais saiu da custódia da PF.

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Tratando dos pedidos apresentados pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, a Polícia Federal informou que dispõe de plenas condições técnicas para produzir e enviar cópias idênticas e certificadas a todos os gabinetes do tribunal. A corporação declarou que adotará a providência de imediato assim que houver determinação da presidência da Corte.

Por fim, a Polícia Federal reafirmou seu compromisso com as regras do devido processo legal e com a disciplina da cadeia de custódia disposta no Código de Processo Penal, colocando-se à disposição do tribunal para eventual verificação pericial ou presencial dos lacres e do material custodiado.

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