PF atesta integridade de provas do Caso Master e confirma envio a ministros
Resposta acontece após ministros do STF solicitarem cópias da íntegra do material colhido em celular do banqueiro

Em ofício enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, neste domingo (13) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestou informações sobre a cadeia de custódia das provas extraídas do celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação da corporação atendeu a uma requisição formulada pelo presidente da Corte com prazo de resposta de até 24 horas.
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O dispositivo em questão, um iPhone 17 Pro, foi apreendido em 18 de novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. O exame pericial do aparelho foi formalizado no dia seguinte pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, dando origem ao Laudo nº 4281/2025.
De acordo com o documento da instituição, a fonte original da prova permanece sob custódia física da Polícia Federal, mantida em envelope de segurança lacrado e sem qualquer registro de rompimento ou novo manuseio. Para assegurar a preservação digital de forma redundante, os dados extraídos foram salvos em mídia física com lacre e armazenados em servidor institucional na forma de arquivo compactado e protegido por senha.
No mesmo ato de busca e apreensão, também foi recolhido um tablet Apple que não teve seus dados extraídos devido ao bloqueio por senha e à incompatibilidade com a ferramenta utilizada, permanecendo o item lacrado.
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Esclarecimento sobre a entrega ao relator
A Polícia Federal ressaltou no ofício que o encaminhamento de uma cópia dos dados ao gabinete do ministro André Mendonça não partiu de uma iniciativa espontânea da corporação, mas atendeu a uma solicitação formal do próprio gabinete do relator.
Segundo a cronologia apresentada, no dia 8 de março de 2026, por volta das 8h40, os arquivos da extração foram repassados em dispositivo criptografado à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ). Às 10h do mesmo dia, um HD encriptado contendo a cópia da extração foi entregue à equipe de assessoria do relator nas dependências do STF.
A instituição enfatizou que o material entregue consistiu estritamente em uma cópia e que o aparelho original jamais saiu da custódia da PF.
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Tratando dos pedidos apresentados pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, a Polícia Federal informou que dispõe de plenas condições técnicas para produzir e enviar cópias idênticas e certificadas a todos os gabinetes do tribunal. A corporação declarou que adotará a providência de imediato assim que houver determinação da presidência da Corte.
Por fim, a Polícia Federal reafirmou seu compromisso com as regras do devido processo legal e com a disciplina da cadeia de custódia disposta no Código de Processo Penal, colocando-se à disposição do tribunal para eventual verificação pericial ou presencial dos lacres e do material custodiado.
