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Política

Quem é Márcio Canella, 2º deputado mais votado do RJ preso pela PF

Ex-prefeito de Belford Roxo chegou a ser escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para disputar uma vaga no Senado neste ano

3 min

15/10/2026 15:17 • Atualizado há 9 dias

Márcio Canella (União Brasil), eleito deputado estadual do Rio de Janeiro com 197.178 votos, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ele construiu sua trajetória política no município e chegou a ser escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, para disputar uma vaga no Senado neste ano.

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A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. A defesa de Canella informou que ainda não teve acesso à decisão judicial.

Trajetória política

Canella iniciou a carreira política em 2012, quando foi eleito vereador de Belford Roxo. Em 2014, chegou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Dois anos depois, foi eleito vice-prefeito do município, na chapa de Waguinho. Em 2018, voltou à Alerj e, posteriormente, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2022, foi o deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, com 181.274 votos. Dois anos depois, elegeu-se prefeito de Belford Roxo no primeiro turno, com 62% dos votos. No início de 2026, deixou o cargo para articular uma candidatura ao Senado, com apoio de Flávio Bolsonaro.

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A candidatura ao Senado foi abandonada após a prisão em flagrante de Canella, em julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Na ocasião, a Polícia Federal encontrou um fuzil em seu carro. O político afirmou que a arma pertencia a um policial militar responsável por sua segurança. Após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi solto com medidas cautelares.

Canella decidiu disputar novamente uma vaga na Alerj e recebeu 197.178 votos nas eleições de 4 de outubro, ficando em segundo lugar entre os candidatos a deputado estadual mais votados do Rio. Ele também preside o União Brasil no estado.

Prisão pela Polícia Federal

A prisão desta quinta-feira (15) ocorreu na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e a participação de agentes públicos no esquema. A ação cumpriu seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses.

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Além de Canella, foi preso o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em 2018, quando era deputado estadual, Canella havia proposto a concessão da Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, ao delegado.

A investigação apura possíveis crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. As responsabilidades individuais devem ser estabelecidas no decorrer das apurações.