Rodolfo Schneider: 'Mensagens entre Moraes e Vorcaro são inadmissíveis'
O jornalista Rodolfo Schneider analisou a troca de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel

O jornalista Rodolfo Schneider analisou a troca de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas após o levantamento do sigilo da investigação sobre o banco Master.
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As mensagens, identificadas pela Polícia Federal (PF) e apresentada em relatório, mostram que Vorcaro conversou com Moraes dois dias antes de ser preso.
"Absolutamente inadmissível, inaceitável, numa relação com o ministro da Suprema Corte do país", diz o jornalista e diretor de conteúdo do Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
O conteúdo das mensagens foi revelado pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmado pela reportagem da Band nesta terça-feira (1º). Conforme o relatório da Polícia Federal, tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master na Suprema Corte, eles trocaram mensagens em 15 de novembro de 2025, ou seja, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal.
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Em 17 de novembro do ano passado, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
"Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo. Aquele mesmo juiz Ricardo? E o Galípolo tá sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda já tenho que estar fora?”, diz um trecho das mensagens, atribuídas a Vorcaro, que teria como interlocutor o ministro Moraes.
Outras mensagens em datas diferentes também foram encontradas pela PF incluindo a possibilidade de pagamento sem nota à esposa de Moraes, que defendia o banco por meio do escritório de advocacia Barsi de Moraes.
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As mensagens também revelam que Moraes editou um contrato de R$ 131 da esposa com o banco e que Vorcaro autorizou viagem do filho de Paulo Gonet, procurador-geral da República, a Londres.
