Vorcaro monitorou postagem sobre aporte de R$ 200 mi na SAF do Atlético-MG
Documentos da Polícia Federal apontam que o empresário compartilhou publicação no X em fevereiro de 2024

Daniel Vorcaro compartilhou com seu operador, Luiz Phillipi Mourão, a imagem de uma postagem feita no X (antigo Twitter) por um conselheiro do Atlético-MG no dia 16 de fevereiro de 2024. A informação consta em relatório da Polícia Federal apresentado no documento oficial da corporação.
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As informações foram tornadas públicas após a retirada do sigilo de documentos ligados ao inquérito do Caso Master pelo STF.
A publicação compartilhada detalhava que o Fundo de Investimentos Daniel Vorcaro somaria R$ 300 milhões aplicados no clube mineiro com um novo aporte de R$ 200 milhões. O valor garantiria a aquisição de 20% da SAF do Atlético-MG. O texto também mencionava que o empresário havia tentado negociar os naming rights da Cidade do Galo por meio do Banco Master, sem sucesso.
Acompanhamento e levantamento de dados
Ao enviar o print da postagem para o operador, conhecido como "Sicário", Vorcaro orientou que a situação fosse acompanhada de perto. A instrução foi respondida de forma imediata por Mourão, que questionou se deveria puxar os dados cadastrais e levantar informações completas sobre o autor da publicação na rede social.
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Queda do sigilo e reações no STF e no Congresso
A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) teve um novo desfecho após a determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, para que o relator do caso acatasse a abertura das investigações. A medida levou o ministro André Mendonça a retirar o sigilo do Caso Master, liberando o acesso público aos autos do processo na noite de quinta-feira (10).
A decisão gerou impacto imediato na classe política, gerando manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de parlamentares e de líderes do Congresso, onde políticos reagiram ao fim do sigilo do Caso Master Além disso, o julgamento gerou bastidores intensos na Corte, com o ministro Edson Fachin pressionado a fechar sessão no STF para debater de portas fechadas a situação dos magistrados citados.
