
Atores de rádionovela
Blog do Milton Parron
João Jorge Saad, que havia assumido a direção da rádio Bandeirantes em 1947, já no ano seguinte de sua administração, dado o sucesso das radionovelas apresentadas em emissoras concorrentes, resolveu investir pesado na dramaturgia que já existia na Bandeirantes quando ele assumiu sua presidência, porém, dispendiosa e muito mal aproveitada. As radionovelas, no início, adotaram o estilo latino-americano, dramático, de contar histórias. Quanto mais lágrimas vertidas, mais audiência garantida. Em 1952, a rádio Bandeirantes criou um estilo de novelas, denominadas CÍVICAS, narrando episódios marcantes da história do Brasil. Cada capítulo uma história diferente com começo, meio e fim. Nesse estilo de novelas, uma delas denominada “Museu do Ipiranga”, produzida por Oswaldo Moles, e outra chamada “Arco do Triunfo”, de Júlio Atlas, foram radiofonizados episódios referentes a Proclamação da Independência, Proclamação da República; Abolição da Escravatura, Retirada da Laguna etc. Outra radionovela na mesma direção foi “Glórias do Brasil” onde o foco estava voltado para fatos abonadores ao nosso País e aos brasileiros e dentro desse perfil foram destaques a travessia pioneira do Atlântico Sul pelo avião Jahu, a luta de Oswaldo Cruz no combate a febre amarela; Vital Brazil e suas pesquisas para combater o veneno das cobras etc.
Entre as muitas novelas apresentadas pela rádio Bandeirantes entre 1950 e 1960, das quais alguns capítulos estão preservados no CEDOM – Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes – podem ser citadas “Madona das Sete Luas”, de Ivani Ribeiro; “Nossa Luta por uma Escola de Samba”, de Oswaldo Moles; “Poema de Amor”, Dulce Santucci; “O Céu está dentro de nós”, Telmo de Luca; e “Sonho e Fantasia”, de Dias Gomes.
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