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6x1: Redução de jornada é "populismo barato", diz Pedro Campos

Para Pedro Campos, Cláudio Humberto e Thaís Freitas, medida do governo Lula é "assodada", ignora os impactos econômicos e usa de "dois pesos e duas medidas" em ano eleitoral

Da redação
DA REDAÇÃO

14/04/2026 • 10:47 • Atualizado em 14/04/2026 • 10:47

A proposta do governo Lula de reduzir a jornada de trabalho, acabando com a escala 6x1, foi duramente criticada por ser um "debate absolutamente assodado" e uma manobra de "populismo barato", segundo o jornalista Pedro Campos, da Rádio Bandeirantes. A análise foi compartilhada pelos comentaristas Cláudio Humberto e Thays Freitas, que veem na medida uma "irresponsabilidade" com fins eleitorais e um risco para a economia do país.

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Pedro Campos iniciou a crítica apontando que a atual reforma trabalhista já permite acordos flexíveis entre empregadores e empregados, citando um caso de sucesso no setor de siderurgia em Minas Gerais que não precisou de uma nova lei. O problema, segundo ele, é a falta de "sindicatos sérios" no Brasil, o que abre espaço para o governo "jogar goela abaixo" uma pauta popular que levará a produtividade "para o beleléu".

Reforçando a crítica, o comentarista Cláudio Humberto classificou a medida como uma "irresponsabilidade que vai se agravando à medida que se aproxima a eleição". Para ele, é uma atitude típica de um "governo de má qualidade que entregou pouco" e que agora "começa a fazer bobagem" para "amealhar votos". Humberto argumenta que a proposta, somada à alta carga tributária, visa "implantar o caos no setor produtivo" e resultará em "terra arrasada".

A jornalista Thays Freitas trouxe a perspectiva econômica para o debate, lembrando que "não tem almoço grátis". Ela explicou que, se a jornada de trabalho for reduzida sem alteração salarial, o custo da produção aumentará, e esse valor "vai ser repassado e vai chegar para essa mesma pessoa ali na ponta final". Thaís concorda que a discussão está sendo feita de forma "assodada no ano de eleição" por ter um forte apelo popular, mas sem a devida consideração pelos seus efeitos práticos.

Pedro Campos destacou a hipocrisia no discurso político, apontando o uso de "dois pesos e duas medidas". Ele lembrou que o argumento de "ano eleitoral" é utilizado para barrar debates como a imposição de limites para ministros do STF, mas é convenientemente ignorado para avançar com esta pauta, que interessa eleitoralmente ao governo.