
Banco Master
Reprodução/Band
A abertura do ano judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta semana, ocorre em meio a um ambiente de forte tensão institucional e crescente escrutínio público sobre a atuação da Corte. A solenidade marca oficialmente o início dos trabalhos do Judiciário em 2026 e conta com a presença do presidente da República, dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além dos ministros do STF. O discurso de abertura será feito pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin.
Atualmente, o Supremo funciona com dez ministros. Uma cadeira segue vaga desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga, Jorge Messias, ainda não teve o nome apreciado pelo Senado Federal. A demora na tramitação tem sido interpretada nos bastidores como uma forma de pressão política e gerado constrangimento tanto para o indicado quanto para o Palácio do Planalto.
O contexto da cerimônia é marcado pela repercussão do caso Banco Master, instituição financeira que sofreu liquidação extrajudicial após intervenção do Banco Central. As investigações apontam que o banco entrou em colapso financeiro, deixando prejuízos e levantando suspeitas sobre sua relação com integrantes do Judiciário. O episódio ampliou críticas à atuação do Supremo e colocou em evidência vínculos entre o controlador do banco, Daniel Vorcaro, e ministros da Corte.
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