A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta manhã, em reunião com cerca de 50 entidades (como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, de Medicina Esportiva e a Federação de Atletismo), a minuta do seu novo protocolo técnico de assistência à saúde para corridas de rua.
A iniciativa do Grupo de Trabalho — composto por pastas da saúde e do esporte — surge na sequência da morte de um corredor de 50 anos que sofreu uma parada cardíaca ao cruzar a linha de chegada de uma meia-maratona na capital, episódio que escancarou falhas na estrutura de socorro de eventos esportivos.
Principais Pontos do Novo Protocolo
Pela primeira vez, a cidade passa a contar com um padrão técnico que dimensiona a estrutura médica com base no risco real de cada prova, e não apenas no número de participantes. Entre os destaques do documento preliminar de 94 páginas estão:
Critérios Climáticos e Térmicos: A estrutura de atendimento aumenta conforme a temperatura e a umidade. Acima de 32°C, amplia-se a equipe médica; acima de 34°C, há exigência de ambulâncias adicionais; e, caso os termômetros ultrapassem 36°C, o protocolo prevê a avaliação imediata para adiamento ou cancelamento da prova.
Análise de Percurso: A prefeitura passará a fiscalizar variáveis geográficas e logísticas, como subidas, descidas, largura das vias, pontes, túneis e locais de difícil acesso para ambulâncias.
Tempo Máximo de Resposta: A minuta fixa prazos rígidos para o primeiro atendimento de emergência conforme a gravidade da ocorrência:
Baixo Risco: até 8 minutos.
Risco Médio: até 6 minutos.
Risco Alto: até 5 minutos.
Risco Especial: até 4 minutos.
A reunião com os organizadores e especialistas serve para recolher considerações finais antes que o texto seja submetido a uma consulta pública de 10 dias, permitindo ampla participação da sociedade antes da regulamentação definitiva.
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