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Acusado de xenofobia, Bobadilla deixa Morumbi antes de ser procurado pela PM

Após denúncia de Navarro, Bobadilla foi procurado pela Polícia Militar, mas já havia deixado o Morumbi

PAULO DO VALLE

27/05/2025 • 23:44 • Atualizado em 27/05/2025 • 23:44

Bobadilla foi acusado de xenofobia por lateral do Talleres

Bobadilla foi acusado de xenofobia por lateral do Talleres

Rubens Chiri

Acusado de xenofobia pelo lateral-esquerdo Miguel Navarro, do Talleres, o meio-campista Damián Bobadilla, do São Paulo, não foi encontrado pela Polícia Militar no Morumbi, na noite desta terça-feira (27), depois do duelo pela Libertadores.

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Após o término da partida, Navarro foi à polícia brasileira e fez a denúncia de xenofobia. Procurado pela PM para prestar depoimento, o meia paraguaio já havia deixado o estádio. Ou seja, os policiais foram até o vestiário do São Paulo, mas não encontraram o jogador.

Navarro, que chorou bastante e ameaçou deixar o jogo nos minutos finais, quando teria acontecido o ato preconceituoso, acusou o meia do Tricolor de ter dito "venezuelano morto de fome".

Nas redes sociais, ele afirmou que vai até as últimas consequências pelo ato preconceituoso.

“Quisera eu poder ter nas minhas mãos a solução para a fome que existe no meu país, espero que Deus me dê abundância para poder ajudar. Não creio que se possa fazer muito sobre a pobreza mental”, iniciou Navarro

Nunca me envergonharei das minhas raízes, irei até as últimas consequências frente ao ato de xenofobia que vivi hoje no Brasil pelas mãos de Damián Bobadilla. No futebol não há espaço para discursos de ódio - Miguel Navarro.

Reprodução

Reprodução

O desentendimento entre os times aconteceu já na reta final da partida, após o gol de Luciano para o São Paulo. Entre alguns empurrões, a imagem que se destacou foi a de Navarro chorando, falando com o árbitro. No fim, os atletas do Talleres e o juiz Piero Paza o convenceram a seguir na partida.

Nas redes sociais, o Talleres também se manifestou e deu apoio ao jogador.

"Nós do Club Atlético Talleres queremos expressar nossa mais firme condenação ao ato de xenofobia sofrido pelo nosso jogador Miguel Navarro. Nós nos solidarizamos profundamente com Miguel e sua família neste momento. Como instituição, nos manifestamos contra qualquer forma de discriminação. Não há lugar para ódio no futebol”, iniciou o clube.

“O futebol é uma ferramenta de integração, respeito e união entre culturas. Continuaremos trabalhando para que esses valores prevaleçam dentro e fora de campo. Miguel, temos orgulho de você e de suas origens. Todos do Talleres apoiam você.”