Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Álbum da Copa 2026: Sem Neymar e mais caro, coleção gera polêmica

A ausência do craque na versão europeia e o preço salgado para completar a coleção marcam o pré-lançamento; pacotinho de figurinhas custará R$ 7 no Brasil

Por Redação
REDAÇÃO

22/04/2026 • 13:46 • Atualizado em 22/04/2026 • 13:46

Resumo

O lançamento do álbum de figurinhas da Copa do Mundo no Brasil está cercado de polêmica devido à ausência de Neymar na versão europeia, ao aumento expressivo dos preços e à discussão sobre as escolhas da fabricante Panini para a seleção brasileira.

A exclusão de Neymar, que se recupera de lesão e não tem sido convocado por Carlo Ancelotti, surpreendeu os fãs, enquanto Endrick também ficou de fora apesar do bom momento, e Rodrygo, lesionado, foi incluído; Vinicius Jr. aparece como principal destaque, refletindo seu prestígio internacional.

O preço do pacote de figurinhas subiu 75% em relação a 2022, tornando o álbum um item de luxo, com estimativas de custo entre R$ 980 e R$ 6.200 para completar a coleção, resgatando memórias nostálgicas de colecionadores e destacando erros históricos recorrentes nas escolhas de jogadores.

O tradicional álbum de figurinhas da Copa do Mundo, aguardado por colecionadores de todas as idades, já gera polêmica antes mesmo de seu lançamento oficial no Brasil, previsto para 1º de maio. A ausência de Neymar na versão que começou a ser vendida na Europa, somada a um aumento expressivo no preço dos pacotes, transformou a expectativa em debate sobre as escolhas da fabricante Panini e o alto custo para completar a coleção.

Compartilhar

Neymar fora, Endrick ignorado

A principal surpresa no álbum que já circula na Europa foi a falta do nome de Neymar Jr. entre os jogadores da seleção brasileira. Considerado "figurinha carimbada" nos Mundiais, o atacante, que se recupera de lesão e não tem sido convocado pelo técnico Carlo Ancelotti, ficou de fora da lista inicial, causando espanto entre os fãs.

A escolha da empresa é sempre uma aposta, já que a produção começa meses antes da convocação oficial. Essa aposta, no entanto, pode levar a discrepâncias. Um exemplo é a presença do atacante Rodrygo, que sofreu uma lesão grave e dificilmente se recuperará a tempo da Copa, mas está no álbum.

Outro nome que os fãs sentiram falta é o de Endrick. Apesar do bom momento, a jovem promessa não foi incluída, no que parece ser uma aposta da Panini no histórico de Ancelotti, que tem sido relutante em convocar o jogador. Por outro lado, Vinicius Jr. aparece como o grande destaque da seleção, refletindo seu status de um dos melhores do mundo.

Quanto custa completar o álbum?

Se a ausência de craques já é um golpe, o preço pode ser ainda maior. O pacote com cinco figurinhas será vendido por R$ 7 – um aumento de 75% em relação a 2022. O álbum, na versão de capa mole, custará R$ 25.

A missão de preencher todas as páginas pode pesar no bolso. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) calculou que, em um cenário milagroso, sem tirar nenhuma figurinha repetida, o colecionador gastaria no mínimo R$ 980. Considerando um cenário realista com a troca de figurinhas, o custo médio para completar a coleção pode chegar a impressionantes R$ 6.200.

Erros históricos e nostalgia

A polêmica em torno das figurinhas não é uma novidade. Em 2018, Juliano estava no álbum e não foi convocado. Em 2014, foi a vez de Robinho, e em 2010, Ronaldinho Gaúcho, em grande fase, estampava as páginas, mas ficou de fora da lista final de Dunga.

Essa discussão resgata a memória afetiva de muitos colecionadores. A tradição de ir à banca, a troca de figurinhas na escola e a união familiar em torno do passatempo contrastam com a realidade atual de preços elevados. Se antes o álbum era um brinde no jornal de domingo, hoje a experiência se tornou um item de luxo, colocando a nostalgia em xeque.

A única certeza, por enquanto, é que os fãs terão que esperar até 18 de maio, data da convocação oficial, para saber se a Panini "acertou" ou "errou" em suas apostas.