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Kléberson analisa a Seleção Brasileira e critica dependência de staff

Pentacampeão mundial em 2002 conversa com a bancada do Os Donos da Bola, avalia o meio-campo de Carlo Ancelotti e relembra bastidores do título no Japão e na Coreia.

Da redação
DA REDAÇÃO

16/06/2026 • 22:36 • Atualizado em 16/06/2026 • 23:13

O ex-meio-campista Kléberson, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, foi o convidado de honra do programa Os Donos da Bola em meio à Copa do Mundo de 2026. Em uma sabatina conduzida pelo apresentador Craque Neto e pelos integrantes da bancada, Nivaldo de Cillo, Ewerton Ramos e Leandro Guerreiro, o ex-jogador destrinchou o atual momento tático do Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti.

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Questionado sobre a atual configuração tática do meio-campo brasileiro, que vem atuando de forma mais aberta em comparação com o sólido setor montado por Luiz Felipe Scolari no penta, Kléberson enfatizou a necessidade de personalidade. Para ele, independentemente do desenho, atletas que defendem o Brasil precisam "chamar a responsabilidade no peito". Ao projetar o trio ideal para a sequência do torneio, o ex-volante destacou a importância de Casemiro como o "mecanismo central" da equipe, a excelente fase de Bruno Guimarães na Premier League e elogiou a coragem de Danilo, meio-campista do Botafogo, por sua capacidade de pisar na área e arriscar finalizações.

O ponto alto da entrevista, no entanto, foi uma reflexão contundente sobre as transformações no comportamento dos atletas modernos. Questionado sobre a aparente falta de intensidade física da Seleção Brasileira em relação aos adversários europeus, Kléberson apontou uma dependência excessiva de estruturas extracampo.

"O atleta profissional de hoje tem um staff atrás, mais de quatro ou cinco pessoas dizendo o que ele tem que fazer e melhorar. A nossa geração não tinha isso; você ia para o campo, tinha a sua realidade e precisava resolver sozinho", falou o pentacampeão. Ele complementou argumentando que a mentalidade focada em métricas de nutrição, análises de desempenho e opiniões de assessores por vezes afasta o jogador da essência do futebol coletivo e da tomada de decisão intuitiva dentro das quatro linhas.

Ao final do bloco, Craque Neto e Nivaldo de Cillo exaltaram a importância histórica de Kléberson como o "carregador de piano" de 2002, cujo trabalho tático de forte marcação foi vital para liberar o brilho do trio "os três R" (Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho). O ex-atleta, que recentemente conquistou o Troféu Inconfidência no comando técnico do Norte MG, agradeceu o reconhecimento e aceitou o convite para comparecer presencialmente aos estúdios da Bandeirantes em São Paulo logo após o término da Copa do Mundo.

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