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Paulo Skaff critica fim da escala 6x1 e defende PEC da Flexibilidade

Presidente da Fiesp afirma que proposta aprovada na Câmara pode aumentar custos, inflação e informalidade, enquanto PEC 12 no Senado permitiria jornadas negociadas entre trabalhadores e empresas.

Por Redação
REDAÇÃO

16/06/2026 • 09:38 • Atualizado em 16/06/2026 • 09:38

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff, criticou a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e defendeu a chamada PEC 12, conhecida como PEC da Flexibilidade, durante entrevista ao Jornal Gente, da BandNews TV.

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Segundo Skaff, a proibição da escala 6x1 por meio de legislação nacional desconsidera as diferenças entre setores econômicos e regiões do país. Ele argumentou que cerca de 30% dos 45 milhões de trabalhadores com carteira assinada atuam nesse modelo de jornada, resultado de negociações construídas ao longo de décadas entre empregadores e trabalhadores.

Para o dirigente da Fiesp, a proposta aprovada na Câmara dos Deputados representa um “engessamento” das relações de trabalho e pode gerar aumento de custos para empresas, repasse de preços ao consumidor, crescimento da inflação e avanço da informalidade. Como exemplo, citou a experiência do Chile após mudanças na jornada de trabalho, apontando efeitos como aumento do desemprego e migração para o mercado informal.

Skaff defendeu a PEC 12, em tramitação no Senado, que prevê maior liberdade para a negociação da jornada de trabalho, permitindo acordos individuais ou coletivos para diferentes cargas horárias semanais. De acordo com ele, o modelo preserva direitos constitucionais, como férias, 13º salário, FGTS e aviso prévio, com remuneração proporcional às horas trabalhadas.

Durante a entrevista, o presidente da Fiesp também comentou temas internacionais, como as relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos, União Europeia e Japão. Ele destacou a importância de ampliar mercados para produtos brasileiros, especialmente carnes e frutas, e defendeu o fortalecimento do diálogo diplomático e empresarial para evitar novas barreiras tarifárias.

Ao abordar a relação entre Brasil e Estados Unidos, Skaff ressaltou a relevância histórica e econômica da parceria entre os dois países e afirmou que divergências ideológicas não devem prejudicar interesses comerciais estratégicos.