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Aldo Rebelo espera pedido de desculpas de Moraes: 'Antes da norma, vem o equilíbrio'

Ex-ministro da Defesa foi ameaçado de prisão durante depoimento no Supremo Tribunal Federal sobre tentativa de golpe de Estado

Por Redação
REDAÇÃO

26/05/2025 • 10:36 • Atualizado em 26/05/2025 • 10:36

O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo diz esperar um pedido de desculpas do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, Rebelo comentou a ameaça de prisão feita pelo jurista durante a tomada de depoimento como testemunha do almirante Almir Garnier, da Marinha. "Espero de Moraes, como integrante da Corte constitucional do nosso país, pelo tratamento sempre respeitoso que dediquei às autoridades, que haja um pedido de desculpas, porque não havia necessidade da perda do equilíbrio. Antes da norma, vem o equilíbrio", afirmou Rebelo. Durante o depoimento, feito na sexta-feira (23), Rebelo afirmou que ao Garnier dizer que estaria à disposição de Bolsonaro, era preciso avaliar a expressão não como literal. Moraes o repreendeu e, após uma breve discussão, afirmou que o prenderia por desacato. Aldo Rebelo avalia que reação de Moraes poderia ser outra caso a resposta fosse diferente. "Se a minha resposta tivesse sido: 'não, a frase do almirante significa que ele teria a tropa pronta para apoiar a tropa golpista', será que eu teria sido interrompido? Creio que não", diz. Para Rebelo, Garnier está "sendo alvo de uma grande injustiça que pode resultar em um erro jurídico grave contra um servidor íntegro ao Estado". Ele afirmou que não levou a ameaça de Moraes a sério. "Não levei e nem me intimidei porque não me intimidei na época do regime militar, então não ia me intimidar em plena democracia a palavra de Alexandre de Moraes. Prosseguimos com o depoimento", afirma. O ex-ministro da Defesa sugeriu que há um "modus operandi no processo" para afastar Jair Bolsonaro das eleições de 2026. "Como que se tira Bolsonaro da eleição de 2026? É com o artifício de transformar uma arruaça em tentativa de golpe. No caso de Dilma se criou a pedalada, que se tornou motivo para o impedimento da presidente", pontua.

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