
Aldo Rebelo defende lei de exceção contra crime organizado
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O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo defendeu a criação de uma lei de exceção para combater o crime organizado no Brasil. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, em meio à repercussão da megaoperação policial no Rio de Janeiro.
Segundo Rebelo, as leis atuais não são suficientes para enfrentar organizações criminosas com grande poder financeiro e bélico. “Nós só combateremos o crime organizado no Brasil com normas especiais. Pode chamar de lei de exceção, não tem problema nenhum. Para o crime organizado, tem que ser lei de exceção”, afirmou.
O ex-ministro criticou a aplicação das mesmas regras processuais para criminosos comuns e líderes do narcotráfico. “Você não pode fazer uma audiência de custódia para um cidadão acusado de um crime qualquer da mesma forma que faz para um chefe do narcotráfico. Essa audiência não pode ter a mesma regra, não pode ter a mesma norma”, completou.
A fala de Rebelo ocorre num momento de forte tensão entre o governo estadual e o governo federal sobre o controle das ações de segurança no Rio. O governador Cláudio Castro voltou a defender a união entre as forças de segurança, mas afirmou que o estado tem condições de vencer “batalhas”, ainda que precise de cooperação para vencer “a guerra” contra o tráfico.
Em Brasília, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou: “A nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse. Uma ação desse porte não pode ser acordada em segundo ou terceiro escalão”, disse.
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