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Alvo do ICE, brasileiro é preso nos EUA após fuga do país

Apontado como liderança com elos no PCC e Comando Vermelho, brasileiro tentava escapar em direção ao México carregando maços de dólares.

Da redação
DA REDAÇÃO

16/06/2026 • 10:43 • Atualizado em 16/06/2026 • 10:43

Novos detalhes sobre a prisão do brasileiro Felipe Linares de Oliveira de Láquia, na Carolina do Norte, revelam que o caso ganhou contornos de peça estratégica para a política de segurança nacional dos Estados Unidos. O anúncio da captura, feito pelo Departamento de Segurança Interna americano, foi utilizado por Washington para chancelar e dar peso à recente decisão de Estado, homologada em 28 de maio, que classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

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Embora relatórios do Tribunal de Justiça brasileiro datados de 2019 fizessem menção apenas ao elo de Linares com o PCC, a inteligência americana sustenta nominalmente em seus relatórios que o suspeito operava no comando de ambas as facções.

Histórico de Fugas e Negativas na Justiça

A folha corrida do investigado no Judiciário brasileiro é extensa e aponta que o réu já era considerado foragido do país muito antes de cruzar a fronteira norte-americana:

Primeira Detenção: O histórico policial de Felipe Linares começou a ser desenhado há 15 anos, quando foi preso pela primeira vez, ainda em 2011;

Fuga de Longa Data: Documentos do Tribunal de Justiça indicam que o réu rompeu os mecanismos de monitoramento e fugiu do Brasil entre o final de 2019 e o início de 2020;

Habeas Corpus Negados: Defesas técnicas chegaram a impetrar sucessivos pedidos de habeas corpus em instâncias superiores brasileiras. No entanto, os magistrados negaram sumariamente a análise dos recursos, sob a justificativa legal de que o réu já se encontrava na condição de foragido internacional, o que impede a concessão do benefício.

Divergência de Dados entre os Países

A suposta atuação simultânea de Linares em duas facções rivais — PCC e Comando Vermelho — gerou debates nos bastidores da segurança pública. Especialistas apontam que a narrativa de "liderança mista" partiu exclusivamente de Washington, uma vez que as investigações em curso na Polícia Federal brasileira tratam as duas organizações como rivais históricas em rotas de tráfico.

Sem uma manifestação oficial da Polícia Federal no Brasil, as autoridades americanas utilizam o flagrante na Carolina do Norte — que envolveu apreensão de dólares, notebooks e suspeita de cárcere privado da esposa — para enviar um recado à imprensa mundial de que a fiscalização migratória atuará diretamente no estrangulamento financeiro e operacional de membros de facções sul-americanas.