
Flávio Dino
Reprodução: Victor Piemonte/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, relatou ter sido alvo de hostilidade e ameaça por uma funcionária de uma companhia aérea em um aeroporto de São Paulo. O episódio ocorreu durante os procedimentos rotineiros de embarque.
Segundo o magistrado, ao verificar o seu cartão de embarque, a funcionária se dirigiu a um agente da Polícia Judicial que fazia a escolta do ministro e afirmou que tinha vontade de xingá-lo. Em seguida, a mulher agravou a declaração, dizendo abertamente ao segurança que seria "melhor matar do que xingar".
Após o ocorrido, Flávio Dino utilizou suas redes sociais para expor a situação. Na publicação, o ministro defendeu que as empresas privadas adotem campanhas de educação cívica voltadas aos seus funcionários, ressaltando que a medida é ainda mais necessária com a proximidade das eleições de outubro.
O caso repercutiu institucionalmente no Judiciário. Durante um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, utilizou seu tempo de fala para manifestar solidariedade pública ao colega diante do episódio de intimidação.
"Manifestamos, por isso, nossa solidariedade ao Ministro Flávio Dino diante do grave fato, ocorrido hoje no aeroporto de São Paulo, cujo relato foi tornado público. O respeito a todas as pessoas, tenham ou não funções públicas, às instituições e às autoridades legitimamente constituídas é condição essencial da convivência republicana".
Apesar de tornar o caso público, Flávio Dino optou por preservar detalhes específicos da ocorrência. O ministro não informou a data exata do acontecimento, o nome da companhia aérea envolvida ou a identidade da funcionária que proferiu a ameaça.
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