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América Latina tem 41 das 50 cidades mais violentas do mundo

Estudo mexicano aponta Porto Príncipe como líder em homicídios. Seis cidades brasileiras entram na lista sob alerta de avanço de facções.

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 10:43 • Atualizado em 13/07/2026 • 12:29

Estudo aponta as 50 cidades mais violentas do mundo

Estudo aponta as 50 cidades mais violentas do mundo

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Resumo

Um relatório internacional elaborado pelo Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal revela que a América Latina concentra 41 das 50 cidades mais violentas do mundo, destacando Porto Príncipe, no Haiti, com a maior taxa de homicídios global e evidenciando a escalada da criminalidade em países como México e Equador, impulsionada por cartéis de drogas e conflitos territoriais.

O Brasil aparece com seis cidades no ranking, liderado por Fortaleza, sendo que a ausência de grandes metrópoles do Sudeste se deve ao critério proporcional de mortes por 100 mil habitantes adotado no estudo, o que exclui cidades como São Paulo e Rio de Janeiro apesar do alto número absoluto de homicídios.

A expansão de facções como PCC e Comando Vermelho para Norte e Nordeste do Brasil, aliada à fragilidade policial e controle de portos e aeroportos, motivou os Estados Unidos a classificarem esses grupos como organizações terroristas e intensificarem o combate ao narcotráfico, levando analistas a alertarem sobre a necessidade urgente de estratégias mais eficazes contra a criminalidade no Brasil.

Um novo levantamento estatístico internacional revela a gravidade da crise de segurança pública na América Latina.

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Divulgado pela agência de notícias alemã Deutsche Welle, o relatório elaborado pela organização não-governamental mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal revela que a região concentra a esmagadora maioria das áreas urbanas mais perigosas do planeta.

De acordo com os dados apresentados no estudo, das 50 cidades mais violentas do mundo, 41 estão localizadas no território da América Latina.

Porto Príncipe e a escalada da criminalidade no Equador

A pesquisa aponta que a cidade recordista em homicídios em todo o mundo é Porto Príncipe, capital do Haiti, que registra a marca de quase 200 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. O Haiti enfrenta um cenário de quase guerra civil permanente, sob o domínio de gangues armadas.

O México e o Equador concentram a maior parte das 20 cidades mais violentas de todo o planeta. Enquanto o território mexicano é marcado pela presença histórica de perigosos cartéis de drogas, o Equador se destaca pela velocidade no aumento da violência.

Há alguns anos, a nação equatoriana registrava uma das menores taxas de homicídios da América Latina, mas, em um intervalo de apenas três anos, passou a ocupar a liderança de mortes violentas na região.

Esse aumento drástico decorre da expansão de grupos locais vinculados a grandes cartéis de drogas mexicanos, especialmente o Cartel de Sinaloa, que é classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das maiores organizações criminosas do mundo e possui ampla atuação no Equador.

Segundo o estudo, os principais fatores que geram essa onda de criminalidade na região são o tráfico de cocaína e metanfetamina, disputas por territórios, mineração ilegal e o roubo de combustíveis.

O ranking das cidades brasileiras e o fator metodológico

O Brasil figura no relatório global com seis municípios listados entre as 50 cidades mais violentas do mundo. A cidade brasileira em posição mais elevada no ranking é Fortaleza, que ocupa a 32ª colocação, com o registro de que o crime organizado ingressou fortemente no estado do Ceará.

Na sequência, aparecem Feira de Santana, na Bahia, na 33ª posição; Recife, na 36ª; Maceió, na 38ª; Salvador, na 44ª; e Porto Velho na 48ª colocação.

A ausência de grandes metrópoles do Sudeste brasileiro, como São Paulo e Rio de Janeiro, explica-se estritamente pelo critério metodológico aplicado pela organização mexicana. O relatório calcula a taxa proporcional de mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, e não o volume bruto de homicídios em números absolutos.

Dessa forma, embora o número de mortes nas grandes capitais do Sudeste seja elevado, a proporção populacional faz com que fiquem fora da lista das 50 mais violentas.

Expansão de facções e a estratégia de segurança dos Estados Unidos

Apesar de não constarem no ranking de taxas proporcionais, facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho têm expandido suas atuações para as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Nesses territórios, os grupos encontram policiamento insuficiente, alta demanda de entorpecentes por parte de turistas, maior facilidade para realizar a lavagem de dinheiro na economia formal e miram o controle de portos e aeroportos para realizar o escoamento de drogas para o exterior.

Essa realidade levou os Estados Unidos a classificarem recentemente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, gerando debates sobre a soberania nacional brasileira.

Essa classificação reflete uma mudança de estratégia da Casa Branca, que declarou guerra ao narcotráfico global e passou a focar em organizações criminosas de países com elevados índices de homicídios, como México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Colômbia, Venezuela, Equador e Haiti.

Diante dos resultados do estudo, analistas apontam que o Brasil necessita intensificar urgentemente suas estratégias de combate à criminalidade, utilizando o exemplo recente do vizinho Equador como um alerta de proximidade.

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