A Seleção Brasileira realizou mais uma atividade tática em solo norte-americano, no centro de treinamento do Red Bull New York, trazendo novidades contundentes sobre o desenho tático que Carlo Ancelotti planeja para os compromissos pré-Copa. Debaixo de uma temperatura de 35 graus, o treinador italiano abriu mão do tradicional esquema 4-2-4 utilizado nas Eliminatórias e promoveu testes de preenchimento e sustentação no setor de meio-campo para os próximos amistosos.
Diretamente do gramado nos Estados Unidos, o repórter Alexandre Praetzel trouxe as atualizações ao vivo no programa Os Donos da Bola, da Rádio Bandeirantes. Na primeira metade da atividade, Ancelotti manteve a base com Douglas Santos herdando a vaga de Alexandro na lateral esquerda, mantendo Casemiro e Bruno Guimarães centralizados com Matheus Cunha, Luiz Henrique, Vinícius Júnior e Rafinha na frente. No entanto, a grande mudança ocorreu na segunda parte do treino: o comandante desfez o quarteto ofensivo e montou uma trinca de meio-campo com a entrada de Lucas Paquetá, promovendo ainda a entrada do centroavante Igor Thiago na vaga de Luiz Henrique.
A reconfiguração tática dividiu opiniões de forma acalorada na mesa redonda. Enquanto Nivaldo de Cillo e o próprio Praetzel aprovaram a busca por maior compactação e proteção à retaguarda — citando o vigor físico de equipes como Marrocos —, o ex-jogador Leandro Guerreiro e o apresentador Craque Neto contestaram as peças escolhidas. Para a bancada, o volante Danilo apresenta um futebol muito superior na atual temporada e deveria ser o terceiro homem ideal do meio-campo no lugar de Paquetá, oferecendo maior equilíbrio, chegada ao ataque e imposição física para blindar o Brasil na estreia oficial da Copa do Mundo.
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