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André Mendonça derruba decisão de Toffoli e tira restrições no caso Master

Novo relator no STF revoga ordem de Toffoli que havia lacrado provas e suspendido perícias na investigação sobre o banco Master.

Por Redação
REDAÇÃO

20/02/2026 • 12:12 • Atualizado em 20/02/2026 • 12:12

André Mendonça

André Mendonça

© Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do STF, derrubou as restrições impostas por Dias Toffoli e autorizou a Polícia Federal a retomar perícias e depoimentos no inquérito que apura fraudes envolvendo o banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A decisão reabre a fase investigativa e altera os rumos do caso no Supremo Tribunal Federal.

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Antes de deixar a relatoria, Dias Toffoli havia determinado que bens e documentos apreendidos fossem lacrados e armazenados no STF, além de ordenar que os dados dos celulares recolhidos com os investigados fossem enviados ao seu gabinete. Sob pressão, Toffoli abriu mão da relatoria na semana passada, mas negou qualquer suspeição.

Com a nova decisão, André Mendonça permite que a Polícia Federal avance nas diligências. O ministro também estabeleceu que apenas policiais diretamente envolvidos na investigação terão acesso ao inquérito e às informações colhidas, restringindo o compartilhamento de dados dentro da própria corporação.

O ponto central da controvérsia envolve mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro que mencionam Dias Toffoli. Há no STF uma corrente que sustenta que o ministro teria sido investigado diretamente pela PF, o que poderia levar à anulação das provas. Delegados negam essa interpretação.

Relatórios da investigação citam suposta proximidade entre Toffoli e Vorcaro, incluindo encontros entre 2023 e 2024 e trocas de mensagens. Também são mencionados repasses de R$ 35 milhões de um fundo ligado ao banco a empresa que teria como sócios familiares do ministro, além de transação envolvendo parte de um resort.

A decisão de Mendonça foi recebida positivamente pela cúpula da Polícia Federal, que indicou disposição para manter colaboração direta com o gabinete do relator. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

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