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Associação de apps critica projeto de regulamentação do setor

Enquanto motoristas protestam em São Paulo pelo arquivamento da proposta, entidade que representa as plataformas reconhece avanços, mas alerta para impactos na renda e no equilíbrio do setor.

Por Redação
REDAÇÃO

14/04/2026 • 12:21 • Atualizado em 14/04/2026 • 12:21

Manifestação na Praça Charles Miller, em SP

Manifestação na Praça Charles Miller, em SP

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Em um dia marcado por manifestações de motoristas e entregadores de aplicativo em São Paulo, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas digitais, divulgou uma nota oficial apresentando seu posicionamento sobre o projeto de lei que visa regulamentar o setor. Enquanto os trabalhadores, reunidos na Praça Charles Miller, pedem o arquivamento completo da proposta, a entidade aponta a necessidade de aprimoramento em pontos cruciais do texto, alertando para possíveis consequências negativas para o ecossistema.

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No comunicado, a Amobitec expressa preocupação com medidas específicas contidas no substitutivo do projeto (PL 12/2024), como a "imposição de uma taxa mínima no delivery e a limitação na taxa de serviço das plataformas". Segundo a associação, essas intervenções podem desequilibrar a relação entre oferta e demanda, com potencial para afetar negativamente tanto a renda dos trabalhadores quanto o acesso da população aos serviços.

Outro ponto de grande apreensão para as empresas é a definição da competência da Justiça do Trabalho para julgar as relações envolvendo trabalhadores autônomos. A Amobitec classifica essa medida como uma "inovação no direito brasileiro", argumentando que a mudança poderia gerar um cenário de "insegurança jurídica" para as plataformas e para os próprios trabalhadores, que hoje são enquadrados como autônomos.

Apesar das críticas, a entidade reconhece que existem "avanços presentes no novo relatório" e se mostra disposta a colaborar. A Amobitec reafirmou seu compromisso em "contribuir para a construção de uma regulamentação equilibrada para os trabalhadores por aplicativos no Brasil". A associação reforçou que, desde a publicação de sua carta de princípios em 2022, defende um modelo regulatório que garanta a viabilidade econômica das plataformas, a proteção social dos trabalhadores autônomos e a democratização dos serviços.

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