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Áudio vazado de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro amplia crise política

Vazamento gera desgaste entre aliados, provoca reação de pré-candidatos à Presidência e coincide com nova fase da Operação Compliance Zero, que mira o entorno de Daniel Vorcaro.

Por Redação
REDAÇÃO

14/05/2026 • 11:19 • Atualizado em 14/05/2026 • 11:33

Flávio Bolsonaro e Lula

Flávio Bolsonaro e Lula

Agência Brasil | Reuters

O vazamento de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro provocou forte repercussão política em Brasília e abriu uma nova frente de desgaste dentro do PL. O conteúdo, divulgado junto a mensagens trocadas entre os dois, surpreendeu aliados do parlamentar e gerou desconforto nos bastidores em meio às articulações da direita para as eleições de 2026.

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Segundo apuração, integrantes próximos ao senador afirmaram desconhecer o teor das conversas e relataram surpresa com o conteúdo divulgado. O episódio também provocou manifestações de possíveis pré-candidatos ao Palácio do Planalto. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou duramente as revelações, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, cobrou esclarecimentos, mas defendeu a união do campo da centro-direita.

Também houve reação de partidos e parlamentares. A base governista pediu à PGR a abertura de investigação e protocolou pedido de prisão preventiva contra Flávio Bolsonaro. Já o senador Carlos Viana apresentou pedido para criação de uma CPI destinada a investigar o Banco Master — proposta apoiada pelo próprio Flávio.

Em vídeo divulgado após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro afirmou que as tratativas tratavam de uma captação privada de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e negou qualquer irregularidade.

Paralelamente à crise política, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira mais uma fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos está o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, preso sob suspeita de manter repasses financeiros a grupos investigados por obter informações sigilosas e intimidar desafetos. A defesa nega irregularidades e afirma que a decisão foi tomada sem ouvir previamente os envolvidos.

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