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Brasil busca vitória inédita contra frágil defesa da Noruega

Com defesa que sofreu oito gols na Copa, rival histórico oferece espaços para o trio ofensivo Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr. quebrar jejum histórico.

Da redação
DA REDAÇÃO

01/07/2026 • 09:57 • Atualizado em 01/07/2026 • 09:57

Haaland, atacante da Noruega

Haaland, atacante da Noruega

Reuters/Caean Couto

A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, diante de uma oportunidade histórica e estatisticamente favorável.

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O adversário é a Noruega, uma equipe caracterizada por um profundo desequilíbrio entre seus setores ofensivo e defensivo na atual edição do torneio mundial.

Se o ataque escandinavo inspira cuidados extremos devido à presença do artilheiro Erling Haaland, o sistema defensivo se apresenta como o caminho ideal para os atacantes brasileiros decidirem a partida a favor do Brasil.

Apesar da justificada preocupação com Haaland — que acumula 56 gols na temporada entre as exibições pelo Manchester City e pela seleção nacional —, as estatísticas revelam que a vulnerabilidade defensiva da Noruega é o ponto a ser explorado pela comissão técnica brasileira.

Nos quatro confrontos disputados até este momento na Copa do Mundo, a equipe viking sofreu um total de oito gols. Metade dessas bolas na rede ocorreu na goleada sofrida para a seleção da França, oportunidade em que o atacante francês Ousmane Dembélé marcou três gols contra os escandinavos.

Essa fragilidade na retaguarda contrasta diretamente com a solidez defensiva que os noruegueses ostentavam no período preparatório e qualificatório para o Mundial. Ficou no passado a equipe consistente que assombrou as eliminatórias europeias com números expressivos.

Naquela fase, a Noruega registrou uma campanha com 37 gols assinalados e apenas cinco gols sofridos ao longo de seus compromissos, que incluíram duas vitórias contra a Itália.

No cenário atual da Copa do Mundo, o time europeu se mostra muito mais desequilibrado, dependendo excessivamente de seu poder de fogo ofensivo para compensar as falhas na cobertura e os espaços deixados na última linha de marcação.

Para aproveitar essas brechas e garantir a vitória na Copa, a Seleção Brasileira deve apostar na velocidade e na inteligência tática de seu trio ofensivo, composto por Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Junior.

A movimentação rápida e a troca de passes na intermediária serão fundamentais para penetrar na defesa adversária e encontrar as lacunas que os defensores escandinavos costumam ceder aos oponentes.