
Haaland, atacante da Noruega
Reuters/Caean Couto
A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, diante de uma oportunidade histórica e estatisticamente favorável.
O adversário é a Noruega, uma equipe caracterizada por um profundo desequilíbrio entre seus setores ofensivo e defensivo na atual edição do torneio mundial.
Se o ataque escandinavo inspira cuidados extremos devido à presença do artilheiro Erling Haaland, o sistema defensivo se apresenta como o caminho ideal para os atacantes brasileiros decidirem a partida a favor do Brasil.
Apesar da justificada preocupação com Haaland — que acumula 56 gols na temporada entre as exibições pelo Manchester City e pela seleção nacional —, as estatísticas revelam que a vulnerabilidade defensiva da Noruega é o ponto a ser explorado pela comissão técnica brasileira.
Nos quatro confrontos disputados até este momento na Copa do Mundo, a equipe viking sofreu um total de oito gols. Metade dessas bolas na rede ocorreu na goleada sofrida para a seleção da França, oportunidade em que o atacante francês Ousmane Dembélé marcou três gols contra os escandinavos.
Essa fragilidade na retaguarda contrasta diretamente com a solidez defensiva que os noruegueses ostentavam no período preparatório e qualificatório para o Mundial. Ficou no passado a equipe consistente que assombrou as eliminatórias europeias com números expressivos.
Naquela fase, a Noruega registrou uma campanha com 37 gols assinalados e apenas cinco gols sofridos ao longo de seus compromissos, que incluíram duas vitórias contra a Itália.
No cenário atual da Copa do Mundo, o time europeu se mostra muito mais desequilibrado, dependendo excessivamente de seu poder de fogo ofensivo para compensar as falhas na cobertura e os espaços deixados na última linha de marcação.
Para aproveitar essas brechas e garantir a vitória na Copa, a Seleção Brasileira deve apostar na velocidade e na inteligência tática de seu trio ofensivo, composto por Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Junior.
A movimentação rápida e a troca de passes na intermediária serão fundamentais para penetrar na defesa adversária e encontrar as lacunas que os defensores escandinavos costumam ceder aos oponentes.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


