
Jeffrey Epstein
REUTERS
A investigação sobre os arquivos do financista e predador sexual Jeffrey Epstein, que foi encontrado morto em uma prisão em Nova York, voltou a gerar tensão nos Estados Unidos. A procuradora-geral, Pam Bondi, indicada pelo ex-presidente Donald Trump, foi sabatinada no Congresso e duramente questionada sobre o andamento do caso.
A sessão contou com a presença de vítimas de Jeffrey Epstein. As mulheres, que eram meninas à época dos abusos, realizaram um protesto silencioso vestindo camisetas brancas. Elas alegam que nunca foram entrevistadas ou tiveram suas palavras ouvidas pela procuradoria.
Durante a sabatina, a procuradora Pam Bondi garantiu que "tudo foi investigado e que agora o caso está encerrado". A declaração gerou comoção e críticas, não apenas da oposição democrata, mas de diversos setores que questionam por que a investigação parou.
Os chamados "arquivos Epstein" contêm três milhões de páginas com nomes de figuras proeminentes que teriam frequentado as festas e orgias promovidas pelo financista. Entre os citados na lista estão os ex-presidentes Donald Trump e Bill Clinton, além de Barack Obama, Bill Gates, Jeff Bezos, Stephen Hawking, o príncipe Andrew da monarquia britânica, o cineasta Woody Allen e o empresário Elon Musk.
O correspondente em Nova York, Eduardo Barão, explicou que, por se tratar de uma investigação federal, a responsabilidade recai sobre a procuradora-geral Pam Bondi. Ele ponderou que estar na lista não é uma acusação formal de crime, mas levanta questionamentos. "Se nessas festas, nessas orgias, era onde essas meninas eram abusadas, ninguém viu nada, ninguém sabia de nada, ninguém acompanhou nada, ou mesmo participou?", indagou Barão.
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