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Cassação de Cláudio Castro gera caos político

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral desmonta comando do estado, provoca vácuo de poder e leva Judiciário a assumir temporariamente o governo.

Por Redação
REDAÇÃO

25/03/2026 • 11:25 • Atualizado em 25/03/2026 • 11:25

Cláudio Castro

Cláudio Castro

Antonio Cruz/Agência Brasil

A cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pelo Tribunal Superior Eleitoral mergulhou o estado em um cenário de incerteza institucional e disputa política intensa. A decisão, que também atingiu toda a chapa eleita em 2022, abriu um vácuo de poder inédito recente, deixando indefinido quem comandará o Palácio Guanabara nos próximos meses.

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Com a saída antecipada de Castro — que pretendia disputar o Senado — e a cassação de aliados diretos, como Rodrigo Bacellar, a linha sucessória foi completamente desorganizada. Sem governador, vice e presidente da Assembleia Legislativa aptos a assumir, o comando do estado passou provisoriamente ao presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.

A solução emergencial prevê a convocação de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa para escolha de um “governador tampão”, que ficará no cargo até o fim do mandato. No entanto, uma decisão do ministro Luiz Fux impôs uma nova complicação: só podem concorrer candidatos que tenham se afastado de cargos públicos pelo menos seis meses antes da eleição — regra que elimina nomes estratégicos do grupo político de Castro.

Nos bastidores, aliados do senador Flávio Bolsonaro tentam reverter essa exigência no Supremo Tribunal Federal, numa tentativa de viabilizar candidaturas competitivas para o mandato tampão. Enquanto isso, a disputa segue aberta e sem favoritos claros.

O cenário é agravado pelo histórico recente da política fluminense, marcado por escândalos e instabilidade. A própria Assembleia Legislativa enfrenta novo processo interno para escolher seu presidente, ampliando a sensação de desorganização institucional.

Paralelamente, a capital também passa por mudanças: o prefeito Eduardo Paes deixou o cargo, abrindo espaço para uma nova configuração política local — o que intensifica ainda mais o ambiente de incerteza no estado.

Diante desse quadro, o Rio de Janeiro vive um momento raro em que Judiciário, Legislativo e articulações partidárias se cruzam em meio a uma crise que desafia regras, prazos e a própria previsibilidade democrática.