O clima de festa e o forte otimismo da torcida francesa após a goleada por 4 a 1 sobre a Noruega na Copa do Mundo dividiram espaço com a indignação coletiva no país. O motivo foi a publicação da última capa do semanário satírico Charlie Hebdo, considerada de extremo mau gosto por torcedores, jornalistas e pela opinião pública local.
A charge em questão ironiza o drama pessoal vivido pelo técnico da seleção da França, Didier Deschamps, cuja mãe faleceu recentemente. O desenho retrata o treinador segurando uma urna funerária com as cinzas de sua mãe, acompanhada da frase: "Traga o troféu para nós".
A repercussão negativa foi imediata e o tiro acabou saindo pela culatra. Em vez de abrir espaço para o humor ácido característico da publicação, a capa provocou uma forte onda de comoção e uniu ainda mais a torcida, os jogadores e a comissão técnica em um movimento de blindagem e solidariedade a Deschamps.
Favoritismo inabalável e foco no futebol
Apesar do incômodo com a publicação, o foco do selecionado francês segue firme dentro das quatro linhas. Sob o comando de Deschamps — que já está em seu quarto ciclo consecutivo à frente da equipe principal —, a França confirmou o status de grande favorita ao título da Copa do Mundo de 2026 com uma campanha impecável na fase de grupos.
Após passear em campo e golear os noruegueses por 4 a 1, sob um calor escaldante de 36°C em Paris, os Bleus avançaram para a segunda fase da competição (fase de 16 avos), onde enfrentarão a seleção da Suécia. No Brasil, analistas e torcedores já apontam o consolidado e organizado projeto francês como o maior obstáculo no caminho das outras potências mundiais rumo à grande final do dia 19 de julho.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


