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Chocolates sobem até 16% na Páscoa e pressionam bolso do consumidor

Alta do cacau e estratégia de mercado elevam preços de ovos e bombons, enquanto cesta de Páscoa registra leve queda

Por Redação
REDAÇÃO

31/03/2026 • 14:26 • Atualizado em 31/03/2026 • 14:26

Chocolate

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O preço dos chocolates voltou a pesar no bolso do consumidor nesta Páscoa. Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) aponta que bombons e chocolates registraram alta de 16% em relação ao ano passado, consolidando-se como os itens com maior aumento entre os produtos típicos do período.

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Apesar da elevação significativa em itens específicos, o valor médio da cesta de Páscoa apresentou queda de 5,7% neste ano, repetindo uma tendência já observada em 2025, quando o recuo foi de 6,7%. Ainda assim, a maioria dos produtos pesquisados ficou mais cara: 10 dos 14 itens analisados tiveram aumento de preços.

Segundo especialistas, o comportamento do mercado ajuda a explicar essa distorção. A economista Carla Beni destaca que chocolates em barra e bombons funcionam como base de custo para os ovos de Páscoa, mas estes últimos tendem a ser mais caros por incorporarem outros elementos, como embalagens especiais e brindes.

Além disso, há um fator sazonal determinante. A Páscoa é considerada uma das principais datas comerciais do setor, o que leva a indústria a ampliar margens de lucro. O chocolate, nesse contexto, deixa de ser apenas um alimento e passa a ser tratado como presente, especialmente no caso do público infantil e de produtos mais sofisticados voltados aos adultos.

Outro fator relevante é a alta do cacau no mercado internacional, que já vem sendo registrada há pelo menos dois anos. Mesmo com variações pontuais, o insumo mantém preços elevados, o que impacta diretamente o custo final dos produtos.

Além dos chocolates, outros itens tradicionais da Páscoa também apresentaram aumento. O bacalhau subiu quase 10%, enquanto a sardinha em conserva teve alta de 9% e o atum, de 6%. Por outro lado, alguns produtos registraram queda, como o arroz, com recuo de 26%, o azeite, que caiu 23%, e os ovos de galinha, com redução próxima de 15%.

A comparação com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula alta de 3,81% em 12 meses, evidencia que diversos alimentos tiveram reajustes acima da inflação geral. Especialistas apontam que isso ocorre porque o IPCA considera uma cesta ampla, incluindo serviços, o que pode diluir variações mais intensas em produtos específicos.

Diante desse cenário, consumidores têm buscado alternativas mais acessíveis, como barras de chocolate e caixas de bombom, que costumam apresentar preços mais competitivos nesta época do ano.