
Cláudio Castro (PL)
Governo RJ
O cenário político do Rio de Janeiro passa por uma transformação abrupta com o encerramento do mandato do governador Cláudio Castro, marcado para esta segunda-feira. Uma cerimônia no Palácio Guanabara foi agendada para a tarde, com convites sendo enviados a secretários de governo e aliados políticos durante o domingo, selando o fim da gestão e o início de um período de incertezas e transição no comando do estado.
A renúncia de Castro ocorre em um momento politicamente sensível, acontecendo exatamente um dia antes da data marcada para a continuidade de um julgamento crucial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relacionado ao "caso Ceperge".
Com a saída de Cláudio Castro, o governo do estado do Rio de Janeiro enfrenta um vácuo na linha sucessória direta, o que exige uma solução institucional específica. Sem um vice-governador para assumir o posto – já que o anterior, Tiago Pampolha, tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas do Estado – e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também afastado de suas funções, a responsabilidade recai sobre o Poder Judiciário.
Conforme a ordem de sucessão, quem assume o governo de forma provisória é o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), o desembargador Ricardo Couto. Sua missão imediata, no entanto, é de curta duração e com um propósito claro: garantir a continuidade administrativa enquanto um novo processo eleitoral é estabelecido. A legislação determina que, após a saída de Castro, o desembargador terá um prazo de 24 horas para tomar a medida fundamental de convocar uma eleição indireta.
Este novo pleito, que definirá o próximo chefe do Executivo fluminense, será realizado pelos parlamentares na Assembleia Legislativa do Rio. O processo tem data marcada para acontecer: será no trigésimo dia após a convocação oficial feita pelo governador interino.
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