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Cláudio Humberto: Governo Lula continua em banho-maria e ministros paralisados

Colunista da Rádio Bandeirantes comenta relação entre presidente e ministérios, que não despacham há mais de um ano

Por Redação
REDAÇÃO

28/02/2025 • 08:21 • Atualizado em 28/02/2025 • 08:21

Cláudio Humberto

A falta de diálogo entre o presidente Lula e os ministros do governo é destaque do colunista Cláudio Humberto, do Jornal Gente, na Rádio Bandeirantes. Segundo o jornalista, a cena política continua naquele "banho-maria de sempre, como ocorre no governo Lula há mais de dois anos. Já estamos na segunda metade do governo e ele está, assim, paralisado". "Enquanto o presidente Lula não toma medidas duras, como combater a inflação de alimentos, sua popularidade segue em queda livre. A reprovação do governo passa dos 60%", afirmou Cláudio Humberto. Para o colunista, Lula tenta terceirizar responsabilidades, isso é próprio dele, pelo fracasso, mas está no próprio espelho o que ele procura. "Apesar disso tudo, ele reluta em mexer em time que está perdendo. Ele chefia um governo que demonstra apatia, com ministros paralisados, sob ameaça de serem demitidos dos cargos", pontuou. Lula não fala com os ministros, não dá ordens, diretrizes, é um 'cada um por si'. Mas ninguém pode evocar o nome de 'Deus por todos', porque isso irritaria a esquerda. Segundo Claudio Humberto, os ministros da Cultura, Margareth Menezes, da Previdência, Carlos Lupi e Vinícius Carvalho, da CGU, não despacham com o presidente há mais de um ano. Ele só recebeu apenas 15 dos 39 ministros do seu governo. "O do Esporte, André Fufuca, que assumiu o lugar de Ana Moser, não despacha com Lula há um ano. E olha que ele representa um setor importante, mas também representa o partido Progressistas, um partido com um pé fora, outro dentro do governo. Ana Moser entrou e saiu do cargo sem saber o que é um despacho com Lula", conta Cláudio Humberto. O colunista conta que Macaé Evaristo, que assumiu a pasta de Direitos Humanos no lugar de Silvio Almeida, acusado de assédio sexual, só despachou com Lula no dia da posse. Isso já se passaram seis meses. "A ministra da Saúde, Nísia Trindade, demitida nessa semana, ela conseguiu ter três encontros privados, não adiantou muito porque ela acabou dispensada", diz. Para Cláudio Humberto, a situação provoca nervosismo entre aliados e até na oposição. "Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, já fez um apelo dramático nas redes sociais para que o presidente governe. Que se ele não tem apetite para governar, que transfira aos petistas, aos também vitoriosos nas urnas", pontuou.

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