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Começa o julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC

Com policiamento reforçado e área isolada, Tribunal do Júri analisa a participação de três policiais militares no homicídio ocorrido no aeroporto em 2024.

Da redação
DA REDAÇÃO

22/06/2026 • 09:35 • Atualizado em 22/06/2026 • 09:35

Delator do PCC morto em Guarulhos

Delator do PCC morto em Guarulhos

Reprodução

O Fórum Criminal de Guarulhos, situado na região de Cumbica, na Grande São Paulo, sedia a partir desta segunda-feira (22), o julgamento de três policiais militares acusados pelo homicídio de Vinícius Gritzbach.

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Conhecido como delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) e da polícia, Gritzbach foi executado em uma emboscada no dia 8 de novembro de 2024, na entrada do saguão principal do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o terminal aeroportuário mais movimentado do país.

Os réus que vão a júri popular nesta semana são Denis Martins, Juan Rodrigues e Fernando Genauro. Todos eles são membros da Polícia Militar e encontram-se atualmente afastados da corporação, embora ainda mantenham suas patentes.

Caso sejam condenados por homicídio qualificado, o Ministério Público de São Paulo espera uma pena superior a 60 anos de reclusão, além da consequente perda oficial das patentes dos três policiais. Como outros três acusados de participar da ação de execução permanecem foragidos, apenas os três policiais militares presos serão submetidos ao veredito nesta etapa.

Para o primeiro dia de julgamento, marcado para iniciar às 10 horas, a prioridade dos trabalhos é a seleção dos sete jurados que comporão o conselho de sentença. O procedimento envolve o sorteio de 25 cidadãos e exige consenso regulamentar entre a promotoria e a defesa técnica para a definição dos nomes.

Ao todo, o cronograma prevê a oitiva de 21 testemunhas, que responderão aos questionamentos de ambas as partes. A estimativa inicial é de que os trabalhos no Fórum Criminal se estendam por cinco dias, encerrando-se na próxima sexta-feira, sendo a quarta-feira projetada como um dia de expediente mais curto.

A segurança nas imediações do fórum foi severamente reforçada pelas autoridades locais. Cerca de dez viaturas da Polícia Militar foram deslocadas para isolar o perímetro externo, permitindo a permanência apenas de profissionais de imprensa credenciados e das equipes jurídicas no local de acesso.

A acusação do Ministério Público sustenta que Vinícius Gritzbach realizava a lavagem de dinheiro obtido por meio de atividades da facção criminosa e que possuía participação na morte de integrantes do próprio PCC.

Por essa razão, ele teria sido julgado culpado por um "tribunal do crime" e, posteriormente, executado em uma emboscada planejada por seis pessoas. A promotoria afirma possuir provas robustas da autoria do crime, incluindo peças de vestuário coletadas, exames de DNA e imagens registradas por câmeras de segurança do aeroporto.

Em contrapartida, a defesa técnica dos réus nega qualquer participação no crime de 2024 e sustenta que nenhum dos três policiais militares estava presente no local dos fatos.

Os advogados pretendem apresentar um laudo técnico elaborado por um instituto de perícia privado para apontar supostos erros cometidos pela Polícia Técnico-Científica na coleta de materiais biológicos de DNA e na análise de dados contidos nos telefones celulares dos acusados.

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