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Comer fora em SP pode custar o dobro, aponta levantamento do Procon

Diferença de preços entre regiões chega a 100% e reflete custos operacionais e localização dos restaurantes

Por Redação
REDAÇÃO

06/04/2026 • 15:00 • Atualizado em 06/04/2026 • 15:00

Restaurante

Restaurante

Reprodução/Agência Brasil

Comer fora de casa em São Paulo pode custar até o dobro dependendo da região da cidade. É o que aponta um levantamento do Procon-SP, que analisa anualmente os preços praticados em restaurantes da capital paulista e evidencia diferenças significativas mesmo entre estabelecimentos com cardápios semelhantes.

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De acordo com o estudo, a principal variável para essa disparidade é a localização. Restaurantes situados em regiões mais valorizadas, como a zona oeste, apresentam preços mais elevados em comparação a áreas como a zona norte. No modelo de alimentação por quilo, por exemplo, o preço médio pode chegar a R$ 94 na zona oeste, enquanto na zona norte gira em torno de R$ 79.

A diferença também aparece nos restaurantes de preço fixo, os chamados “pratos feitos” (PF). Embora a variação seja menor nesse formato, os valores ainda registram aumento significativo nos últimos anos. Desde 2020, o custo médio desse tipo de refeição subiu mais de 60%, índice superior à inflação acumulada no período.

Além da localização, outros fatores ajudam a explicar a alta nos preços. Custos operacionais, como energia elétrica, aluguel, água e transporte, impactam diretamente o valor final das refeições. Mesmo quando os alimentos não sofrem aumento expressivo, esses gastos acabam sendo repassados ao consumidor.

O levantamento também indica que os preços seguem em trajetória de alta contínua, com reajustes mensais. Desde outubro do ano passado, o valor médio do prato feito vem subindo mais de 1% ao mês.

Na prática, a variação pode ser percebida até em distâncias curtas. Há casos em que restaurantes localizados na mesma rua apresentam diferenças de até R$ 10 no preço de uma refeição semelhante, refletindo fatores como estrutura, ambiente e público-alvo.

Diante desse cenário, cresce o número de pessoas que optam por levar comida de casa como forma de economizar. A chamada “marmita” tem se tornado uma alternativa para reduzir gastos mensais, especialmente entre trabalhadores que almoçam fora diariamente.

Especialistas apontam que o aumento no custo da alimentação fora de casa também influencia o comportamento do consumidor e pode impactar a qualidade da alimentação, já que refeições mais equilibradas tendem a ter custo mais elevado.