O Congresso Nacional chega à sua última semana de atividades antes do recesso, que se estende até o dia 31 de julho, com uma pauta de votações incerta e conflituosa. A urgência do calendário, somada à proximidade do período eleitoral, cria um cenário onde pautas prioritárias do governo perdem força em favor de temas que podem impactar o orçamento.
Impasses e Pautas-Bomba
A base governista enfrenta dificuldades para emplacar projetos como o fim da escala de trabalho 6x1. Em contrapartida, avança a PEC que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O governo classifica a proposta como uma "pauta-bomba", estimando um impacto de R$ 30 bilhões aos cofres públicos na próxima década.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sido o epicentro das tensões. O rompimento político entre Alcolumbre e o governo Lula — motivado pela não indicação de Rodrigo Pacheco ao STF — tem refletido diretamente na tramitação de matérias. Alcolumbre, por sua vez, refuta o rótulo de articulador de pautas-bomba, alegando seguir o rito regimental.
Pressão sobre Alcolumbre
Além do embate político, Alcolumbre enfrenta pressões relacionadas a investigações. O senador é citado em denúncias envolvendo o Banco Master, com suspeitas sobre aportes feitos pelo Estado do Amapá — sua base eleitoral — sob indicação de diretores ligados a ele. Embora negue as irregularidades, a investigação sobre o caso é vista por observadores como um possível fator que pode influenciar a postura do senador em futuras negociações com o Palácio do Planalto.
A PEC da Segurança Pública, prioridade do governo, segue estagnada, e a chance de uma CPI sobre os casos envolvendo o Banco Master sair do papel ainda é incerta.
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