Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Conselho de Química alerta para risco em piscinas sem responsável técnico

Especialista diz que tratamento de piscinas coletivas deve ser feito por profissional habilitado e com anotação de responsabilidade técnica

Por Redação
REDAÇÃO

11/02/2026 • 13:24 • Atualizado em 11/02/2026 • 13:24

Tratamento de piscina

Tratamento de piscina

Reprodução/Freepik

O superintendente do Conselho Regional de Química de São Paulo, Wagner Contrera, afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes que a manipulação inadequada de produtos químicos pode ter provocado a geração de gás tóxico no caso da academia da Zona Leste, onde uma mulher morreu e outras pessoas passaram mal após entrarem na piscina.

Compartilhar

Segundo ele, quando o tratamento é feito de forma correta, seguindo as orientações do fabricante e com acompanhamento técnico, o risco de acidente é praticamente zerado. No entanto, erros na diluição, no cálculo da dosagem ou na mistura de produtos diferentes podem provocar reações químicas perigosas.

De acordo com Contrera, o procedimento adequado começa com a medição do pH e do nível de cloro da água. A partir desses dados, calcula-se a quantidade necessária do produto com base no volume total da piscina. A diluição também deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante.

Ele explicou que uma concentração excessiva de cloro em pequeno volume de água pode gerar uma reação mais intensa, com liberação de gases. Outro fator de risco é a possível mistura de produtos de marcas ou composições diferentes, o que pode causar reações indesejadas.

O superintendente destacou que, em piscinas de uso coletivo — como academias, clubes e condomínios — é inadmissível que o tratamento seja feito por pessoas não habilitadas. A recomendação é que haja empresa especializada ou profissional registrado no Conselho Regional de Química, com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica.

Segundo ele, esse documento deve estar disponível para consulta dos usuários, como forma de garantir que o tratamento está sendo realizado de maneira adequada.

Para piscinas residenciais, a orientação é adquirir apenas produtos regularizados pela Anvisa, nunca misturar marcas diferentes e seguir estritamente as instruções do rótulo. Em caso de dúvida, o consumidor deve procurar o serviço de atendimento ao cliente do fabricante.

Contrera também mencionou a existência de um projeto de lei em tramitação na Câmara Federal que trata da obrigatoriedade de responsável técnico para tratamento de piscinas coletivas. Segundo ele, a aprovação da proposta ajudaria a reduzir riscos e evitar novos acidentes.