
PM Gisele
Reprodução
O Conselho Nacional de Justiça determinou a abertura de investigação para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan no caso que envolve o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual.
O crime ocorreu em fevereiro, na região do Brás, em São Paulo, e vitimou a policial militar Gisele Alves Santana. Segundo as investigações, após a morte, o tenente-coronel teria acionado o desembargador, que compareceu ao local enquanto equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros ainda atuavam.
De acordo com apurações, a presença do magistrado pode ter sido usada de forma estratégica pelo acusado para tentar intimidar agentes e influenciar o andamento inicial da ocorrência. A Polícia Civil, no entanto, afirma que o desembargador alegou ter ido ao local apenas como amigo, após ser informado de que a companheira do militar teria tirado a própria vida.
O Tribunal de Justiça de São Paulo agora vai analisar se houve interferência indevida na cena do crime e qual era, de fato, a relação entre os dois.
O tenente-coronel segue preso preventivamente. Ele é acusado de ter alterado a cena do crime, inclusive ao desrespeitar orientações policiais — como evitar contato com elementos do local — e ao tomar banho após o ocorrido, o que pode ter comprometido provas. A investigação também aponta possível manipulação da arma encontrada.
Pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa foram negados até o momento.
O caso continua em andamento e deve ter novos desdobramentos, com acompanhamento tanto das autoridades quanto da imprensa, diante da gravidade das acusações e do envolvimento de agentes públicos de alto escalão.
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