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CNJ manda investigar desembargador em caso de feminicídio em SP

Conduta de magistrado que esteve na cena do crime envolvendo tenente-coronel réu por feminicídio será apurada

Por Redação
REDAÇÃO

24/03/2026 • 11:52 • Atualizado em 24/03/2026 • 11:52

PM Gisele

PM Gisele

Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça determinou a abertura de investigação para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan no caso que envolve o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual.

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O crime ocorreu em fevereiro, na região do Brás, em São Paulo, e vitimou a policial militar Gisele Alves Santana. Segundo as investigações, após a morte, o tenente-coronel teria acionado o desembargador, que compareceu ao local enquanto equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros ainda atuavam.

De acordo com apurações, a presença do magistrado pode ter sido usada de forma estratégica pelo acusado para tentar intimidar agentes e influenciar o andamento inicial da ocorrência. A Polícia Civil, no entanto, afirma que o desembargador alegou ter ido ao local apenas como amigo, após ser informado de que a companheira do militar teria tirado a própria vida.

O Tribunal de Justiça de São Paulo agora vai analisar se houve interferência indevida na cena do crime e qual era, de fato, a relação entre os dois.

O tenente-coronel segue preso preventivamente. Ele é acusado de ter alterado a cena do crime, inclusive ao desrespeitar orientações policiais — como evitar contato com elementos do local — e ao tomar banho após o ocorrido, o que pode ter comprometido provas. A investigação também aponta possível manipulação da arma encontrada.

Pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa foram negados até o momento.

O caso continua em andamento e deve ter novos desdobramentos, com acompanhamento tanto das autoridades quanto da imprensa, diante da gravidade das acusações e do envolvimento de agentes públicos de alto escalão.