O projeto para a criação do Parque Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, ganhou novos contornos operacionais com a publicação de diretrizes no Diário Oficial e o início da preparação do terreno localizado entre as avenidas Olavo Fontoura e Braz Leme. A iniciativa encerra um impasse jurídico e histórico iniciado na Revolução Constitucionalista de 1932, viabilizada após o acordo entre o município e a União para abatimento da dívida da cidade.
O espaço de aproximadamente 380 mil m² — cerca de um quarto da área do Parque Ibirapuera — atenderá uma demanda estimada em 300 mil frequentadores. As etapas iniciais de limpeza, demolições e reintegração de posse envolvem a regularização e requalificação dos tradicionais campos de futebol de várzea da região, garantindo a permanência dessas atividades esportivas em espaços modernizados.
Modelo de Concessão e Parceria Público-Privada
A transição da gestão da área será conduzida de forma conjunta entre a administração pública e o setor privado:
Primeira Etapa (Próximos 18 meses): Sob a supervisão da agência SP Regula e de órgãos municipais, a Prefeitura lidera a requalificação dos campos de várzea e a preparação estrutural com a emissão iminente da Ordem de Serviço.
Concessão de 35 Anos: A iniciativa privada assumirá a implementação, operação e manutenção continuada do parque. O contrato está avaliado em R$ 614 milhões por um período de 35 anos, ao fim do qual o equipamento retornará ao patrimônio municipal.
Aviação e Gabarito Imobiliário: Paralelamente, o aeródromo do Campo de Marte passa a operar com novos instrumentos de navegação, permitindo pousos e decolagens em condições meteorológicas adversas. A mudança mantém no horizonte debates urbanísticos sobre o controle de gabarito para prédios no entorno e a preservação das rotas de aproximação do tráfego aéreo de helicópteros e aviação geral.
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