
Vinho
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O Brasil registrou o maior aumento no consumo de vinho no mundo, com uma alta de 41%, enquanto a média global apresentou uma queda de 2,7%. Este crescimento ocorre em um cenário onde praticamente todos os grandes produtores mundiais reduziram produção, área plantada e consumo. O Brasil, por outro lado, cresceu nesses três aspectos.
Foram consumidos 4,4 milhões de hectolitros, o equivalente a 586 milhões de garrafas de 750 ml, segundo a Associação Internacional da Vinha e do Vinho. Isso representa um consumo de duas a três garrafas por brasileiro ao ano, um volume ainda abaixo da média mundial, que não posiciona o país entre os 20 primeiros em consumo por habitante.
A produção de vinhos finos no país, que tem menos de 50 anos, vem ganhando destaque pela qualidade, especialmente com a expansão para novas áreas como o Cerrado. A percepção anterior era de que o frio era essencial para um bom vinho, mas foi a amplitude térmica — dias quentes e noites frias, característica do inverno no Cerrado — que se mostrou fundamental. Pesquisas da Embrapa viabilizaram a colheita no inverno seco através da técnica de "dupla poda", ampliando a área produtiva nacional. Como resultado, o Brasil aumenta sua área de vinhedos há cinco anos consecutivos. O primeiro vinho fino de Brasília, por exemplo, é de 2019 e já possui "qualidade nível Europa".
Enquanto o Brasil avança, outros mercados recuam. Na América do Sul, o Chile reduziu sua produção em 25% nos últimos cinco anos, e o consumo na Argentina vem despencando. No período recente, o Brasil aumentou a produção em 80% (quase dobrou), o consumo em 42% e a área plantada em 10%. Além do Brasil, apenas o Japão registrou crescimento no consumo.
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