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Conta de luz sobe após onda de calor e assusta consumidores

Uso intenso de ar-condicionado e equipamentos antigos explica aumento expressivo nas faturas de energia elétrica

Por Redação
REDAÇÃO

21/01/2026 • 14:44 • Atualizado em 21/01/2026 • 14:44

Conta de luz mais cara

Conta de luz mais cara

Reprodução

O fim da recente onda de calor que atingiu grande parte do Brasil trouxe alívio nas temperaturas, mas deixou uma consequência que ainda pesa no bolso de muitos consumidores: o aumento significativo na conta de luz. Com o uso intensivo de ventiladores, climatizadores e, principalmente, aparelhos de ar-condicionado durante os dias mais quentes, diversas famílias foram surpreendidas com faturas bem mais altas no mês seguinte.

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Relatos de consumidores indicam reajustes expressivos. Contas que giravam em torno de R$ 400 ou R$ 450 passaram a ultrapassar os R$ 600, chamando a atenção para o impacto direto do consumo elevado de energia elétrica durante períodos prolongados de calor extremo. O cenário se repetiu em diferentes regiões, especialmente em residências que fizeram uso contínuo do ar-condicionado.

Especialistas explicam que o principal fator para esse aumento está na intensidade e no tempo de uso dos equipamentos de climatização. Em muitos casos, os aparelhos permaneceram ligados por várias horas ao longo do dia e da noite, o que elevou consideravelmente o consumo mensal. O impacto foi ainda maior em residências com aparelhos antigos ou mal dimensionados para o tamanho do ambiente.

A orientação é que os consumidores fiquem atentos à manutenção do ar-condicionado, especialmente à limpeza e troca periódica dos filtros. Filtros sujos reduzem a eficiência do equipamento e fazem com que ele consuma mais energia para atingir a temperatura desejada. Outro ponto importante é manter o ambiente vedado, com portas e janelas fechadas, evitando a entrada de ar quente externo.

Na hora da compra do aparelho, o dimensionamento correto também é fundamental. Cada ambiente exige uma capacidade específica, medida em BTUs, de acordo com a metragem do espaço. Um equipamento com potência inferior à necessária tende a trabalhar em esforço constante, enquanto um modelo superdimensionado também pode gerar desperdício de energia.

Além disso, o selo Procel é um dos principais indicadores de eficiência energética disponíveis no mercado. Aparelhos com melhor classificação consomem menos energia para entregar o mesmo desempenho. Outra tecnologia que vem ganhando destaque é o sistema inverter, que ajusta a velocidade do compressor para manter a temperatura estável, evitando picos de consumo causados pelo liga e desliga constante do equipamento.

O mesmo cuidado vale para outros aparelhos utilizados no combate ao calor, como ventiladores. Modelos mais antigos, especialmente ventiladores de teto, podem consumir mais energia do que versões mais modernas e eficientes. Em alguns casos, a substituição do equipamento pode representar economia no médio e longo prazo.

Com a previsão de novas ondas de calor ao longo do verão, especialistas recomendam planejamento e consumo consciente. Avaliar o uso dos aparelhos, investir em equipamentos mais eficientes e adotar hábitos simples de economia pode evitar novos sustos na conta de luz.

O aumento das faturas serve como alerta para a relação direta entre consumo elevado e impacto financeiro. Antes de questionar o valor cobrado, a recomendação é analisar o padrão de uso dos equipamentos durante os períodos mais quentes e buscar alternativas para reduzir o consumo nos próximos meses.