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Copa do Mundo Feminina de 2027 deve movimentar R$ 8,8 bi, projeta Embratur

Em entrevista à Bandeirantes, diretor da agência destaca potencial de atração de turistas e geração de 73 mil empregos; infraestrutura herdada de grandes eventos acelera preparativos.

Da redação
DA REDAÇÃO

18/07/2026 • 21:11 • Atualizado em 18/07/2026 • 21:18

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027 projetará um impacto financeiro de pelo menos R$ 8,8 bilhões na economia do Brasil. A estimativa foi apresentada por Roberto Gevaerde, diretor de gestão e inovação da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), em entrevista ao programa O Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes.

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De acordo com o executivo, o montante supera significativamente a soma dos dez maiores eventos esportivos recorrentes do país — como a Fórmula 1 e a Maratona do Rio —, que juntos mobilizam cerca de R$ 5,7 bilhões anuais. O cálculo da Embratur considera dois vetores principais: o investimento direto da FIFA na organização logística, segurança e alimentação (estimado em mais de 450 milhões de dólares, excluindo as premiações das seleções) e o fluxo do público consumidor.

A expectativa inicial aponta para a circulação de cerca de 2 milhões de torcedores ao longo do torneio. Esse dinamismo deve resultar na criação de 73 mil postos de trabalho temporários, gerando uma renda estimada em R$ 4,5 bilhões para os trabalhadores e perto de R$ 1 bilhão em arrecadação de impostos.

Logística e contraponto internacional

Questionado sobre a infraestrutura das cidades-sede e o cumprimento das exigências da FIFA, Gevaerde ressaltou que o país está pronto e em estágio avançado de maturidade logística, capitalizando o aprendizado de grandes eventos anteriores.

"Diferente de outras edições, boa parte da infraestrutura brasileira já está consolidada. Nós já temos os estádios modernos e as principais redes de transporte integrado operando, como a malha de BRTs e as expansões de metrô no Rio de Janeiro", explicou o diretor. Ministérios e comitês gestores locais já coordenam ajustes pontuais nas estruturas existentes.

O diretor da Embratur também comentou as recentes dificuldades migratórias e restrições de vistos relatadas por torcedores e delegações na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Para Gevaerde, o Brasil adota uma política de recepção plural que serve como um diferencial competitivo global.

"O turismo internacional no Brasil vem registrando forte recuperação. Em 2025, alcançamos o recorde histórico de 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, superando o antigo teto de 7 milhões estabelecido em 2014. Só no primeiro semestre deste ano, já recebemos 5,2 milhões de turistas", apontou. "As pesquisas de satisfação mostram que a ampla maioria dos visitantes internacionais deixa o país com a intenção de retornar e recomendar o destino, o que reforça nossa imagem de um lugar seguro, pacífico e preparado para grandes fluxos."

Promoção e mercados estratégicos

Com o início do torneio previsto para o próximo ano, a Embratur foca suas ações publicitárias em mercados emissores de alta demanda por futebol feminino, como os Estados Unidos e o Reino Unido, além de expandir a promoção na Ásia e iniciar campanhas direcionadas para o público da China.

"A Copa de 2027 será uma vitrine contínua de um mês, transmitindo imagens de nossas cidades para o mundo inteiro. Nosso objetivo ao divulgar esses dados econômicos é também atrair e dar segurança para que o setor privado brasileiro invista de forma contundente no desenvolvimento e no patrocínio do futebol feminino", concluiu Gevaerde.