
CPMI do INSS
© Lula Marques/ Agência Brasil.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou seus trabalhos sem um desfecho conclusivo, após a não aprovação do relatório final pelos parlamentares. Diante do impasse, o presidente da comissão, Senador Carlos Viana (Podemos), afirmou que encaminhará o documento original para diversas instâncias de fiscalização e investigação.
Em declaração ao portal Metrópoles, o senador confirmou que o relatório será enviado à Polícia Federal (PF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita Federal. A medida visa dar prosseguimento às apurações sobre o INSS, mesmo sem o aval do colegiado. O volumoso documento, que ultrapassa 4 mil páginas, propõe o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em resposta, a base governista, que se opôs ao texto, informou que irá compilar e apresentar um relatório paralelo.
Este segundo documento, com uma análise e conclusões distintas, será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e também à Polícia Federal.
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