A crise política no São Paulo Futebol Clube escalou para um novo patamar de intensidade. O presidente do clube, Harry Massis, protocolou um pedido formal para a expulsão do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, do quadro associativo, acusando-o de gestão temerária.
O centro da disputa é a tentativa de Olten Ayres de dar continuidade a uma proposta de reforma estatutária iniciada na gestão de Julio Casares. A reforma, que previa a redução do quórum para decisões importantes como a transformação do clube em SAF, já havia recebido um parecer contrário da comissão legislativa. Para Massis, a insistência de Ayres em manter uma comissão para tratar do tema, mesmo após a recusa, configura uma irregularidade. O pedido de expulsão, que inclui um afastamento imediato de Olten Ayres da presidência do conselho, será analisado pela comissão de ética do clube.
Enquanto isso, a oposição formalizou seu rompimento com a atual gestão. O grupo "Salve o Tricolor Paulista", responsável por iniciar o processo que levou à destituição de Casares, emitiu uma nota negando qualquer apoio a Harry Massis. O grupo afirma que, apesar de algumas medidas positivas no início, a gestão Massis se revelou uma "continuidade" da administração anterior, mantendo diretores e práticas questionáveis.
Em outro desdobramento político, os conselheiros Vinicius Pinotti e Fábio Mariz foram absolvidos da acusação de terem vazado os áudios que foram o estopim da crise que derrubou Casares, o que mantém Pinotti como um possível candidato à presidência no futuro.
Em meio a essa guerra de poder nos bastidores, o time se prepara para enfrentar o Mirassol no sábado. O técnico Roger Machado contará com a volta do meio-campista Bobadilla, mas seguirá com desfalques importantes, em mais um jogo crucial para seu futuro no clube.
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