
Derrite
Agência Brasil
O deputado Guilherme Derrite confirmou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro e afirmou que a decisão de deixar a Câmara está ligada ao papel estratégico da Casa Alta no cenário político nacional.
Segundo Derrite, o Senado tem maior capacidade de aprovar propostas estruturais, como medidas de segurança pública e legislação penal mais rígida. Ele também destacou a função da Casa no sistema de freios e contrapesos, especialmente na relação com o Judiciário.
O parlamentar afirmou contar com o apoio do governador Tarcísio de Freitas e do senador Flávio Bolsonaro, além de integrar a elaboração de propostas na área de segurança pública para o grupo político ao qual pertence.
Derrite também citou resultados de sua atuação recente, como a participação na aprovação do fim da chamada “saidinha” de presos e do projeto de lei antifacção. Apesar disso, reconheceu frustração com decisões do Judiciário que limitaram a aplicação da nova regra sobre saídas temporárias, restringindo seus efeitos apenas a novos condenados.
Sobre a lei antifacção, o deputado afirmou que o texto foi elaborado já considerando possíveis interpretações judiciais, buscando evitar questionamentos de inconstitucionalidade. Ele mencionou, inclusive, articulações prévias entre o Legislativo e o Judiciário para reduzir o risco de mudanças na aplicação da lei.
Confiante, Derrite avalia que a nova legislação deve ter eficácia prática no combate ao crime organizado, sobretudo ao garantir maior tempo de prisão e ao atingir financeiramente estruturas utilizadas por facções criminosas.
A eleição para o Senado em São Paulo deve renovar duas cadeiras, e o deputado aposta em um cenário competitivo, com articulações em curso para consolidar alianças e candidaturas dentro de seu campo político.
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