
Magid Nauef Láuar
Reprodução/Redes sociais
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a instauração de um procedimento administrativo para investigar uma série de denúncias de abuso sexual contra o desembargador Magid Nauef Laurar. As acusações ganharam notoriedade após a repercussão de uma decisão do magistrado que absolveu um homem condenado a mais de nove anos de prisão pelo estupro de uma menina de 12 anos.
As denúncias contra o desembargador partiram de diferentes pessoas e foram divulgadas principalmente por meio das redes sociais. O sobrinho do magistrado relatou uma tentativa de abuso sexual cometida pelo tio quando ele tinha 14 anos. Em seguida, uma mulher que trabalhou para a família de Laurar também afirmou ter sido vítima. A terceira acusação veio de uma advogada, que detalhou um episódio de assédio sexual ocorrido nos anos 90, quando era estagiária no gabinete de Laurar, então juiz em Ouro Preto. Em entrevista, ela descreveu ter sido beijada à força pelo magistrado.
A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tomou conhecimento dos fatos e iniciou a apuração, tendo ouvido duas das quatro pessoas que fizeram as denúncias. Tanto o TJMG quanto o desembargador Magid Nauef Laurar foram procurados pela reportagem do Grupo Bandeirantes, mas não se manifestaram sobre o caso até o momento.
Paralelamente às investigações de abuso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) atua para reverter a absolvição no caso de estupro. O procurador André Ubaldino informou que o órgão recorreu da decisão. Segundo ele, o MPMG está "profundamente incomodado" e levará o recurso às instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), "na expectativa de restaurar a condenação original".
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


