A fiscalização mais rigorosa sobre o tráfego de ciclomotores no estado de São Paulo resultou em uma disparada de apreensões e multas. Dados do Detran apontam que, entre janeiro e junho, 2.370 ciclomotores foram guinchados em todo o território paulista — sendo 449 apenas na capital. As penalidades somam mais de 3.600 multas no estado, com média diária de 20 autuações.
O Impacto das Novas Regras e Principais Infrações
regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e exigidas efetivamente desde janeiro deste ano, as normas tornaram obrigatórios itens como emplacamento, CNH ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), além de equipamentos de segurança (capacete, retrovisores e iluminação).
Motivos das Autuações: Conduzir sem registro ou sem habilitação lidera as infrações que levam à apreensão do veículo.
Valores e Punições: Circular sem placa ou licenciamento gera multa de R$ 293,07 (mesmo valor para o uso sem capacete), enquanto transitar em locais proibidos, como calçadas e passeios, é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 880.
Limites de Velocidade: Ciclomotores são veículos de duas ou três rodas com velocidade final de até 50 km/h (motor de até 50 cilindradas ou elétricos de até 4 kW). Acima disso, classificam-se como motonetas ou motocicletas. Já as bicicletas elétricas possuem limite regulamentado de 30 km/h, embora muitas sofram adulterações ("destravamentos") para atingir velocidades superiores.
Convivência Urbana e Riscos na Capital e no Litoral
Durante a discussão no programa Manhã Bandeirantes, a equipe destacou o desafio diário enfrentado por pedestres e motoristas diante do descumprimento das regras:
Calçadas e Ciclofaixas: O tráfego irregular de bicicletas e ciclomotores em calçadas estreitas e na contramão coloca pedestres em risco constante. No litoral (como na Baixada Santista), a alta circulação de ciclomotores e bikes elétricas em áreas destinadas a pedestres e ciclistas também preocupa autoridades e moradores.
Necessidade de Fiscalização: Especialistas reforçam que o cerco se fechou para coibir abusos que transformam vias e calçadas em "terras de ninguém", reforçando a urgência de operações de trânsito direcionadas tanto aos ciclomotores quanto ao fluxo desregulado de bikes nas ruas e áreas de circulação exclusiva.
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