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Morumbi tem asfalto cedido e crise do SPFC ganha contornos simbólicos

Veículo blindado da Tropa de Choque caiu em buraco antes de show; no campo e nos bastidores, Tricolor vive jejum de seis jogos, denúncias financeiras e risco de rebaixamento.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/07/2026 • 21:57 • Atualizado em 24/07/2026 • 21:57

O momento conturbado do São Paulo Futebol Clube ganhou um episódio inusitado — e simbólico — na noite desta sexta-feira. Um veículo blindado da Tropa de Choque da Polícia Militar caiu em um buraco que se abriu na calçada da rampa de acesso do Portão 6 do Estádio do Morumbi, a poucas horas do show do cantor Harry Styles.

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O incidente gerou rápida mobilização das equipes de resgate e exigiu mudanças operacionais de emergência pela produtora do evento. Enquanto o departamento médico, as finanças e a política tricolor acumulam problemas, a cena do asfalto cedendo nas dependências do estádio passou a ser tratada pela bancada do programa Os Donos da Bola como a ilustração perfeita da fase são-paulina.

Em nota oficial, o São Paulo esclareceu que o afundamento ocorreu em decorrência de obras públicas de canalização do Córrego Antonico, executadas pela empresa DP Barros a serviço do poder público. O clube ressaltou não ter ingerência sobre a obra, mas atua em conjunto com os órgãos responsáveis para mitigar os impactos. Para o evento, a entrada do público da arquibancada geral foi deslocada preventivamente para o Portão 15.

"O buraco invisível é muito maior", alerta bancada

Durante a exibição do Os Donos da Bola, os comentaristas Nivaldo de Cillo, Luis Fabiani, Ewerton Ramos e Guilherme Agrella destacaram que os problemas do Morumbi vão muito além do asfalto.

"Esse buraco é simbólico. O buraco no São Paulo — aquele que você não enxerga, mas lê nas notícias — é muito maior. Temos investigações do Ministério Público, Polícia Civil, denúncia contra ex-dirigente sobre R$ 1 milhão no cartão corporativo e o time há seis jogos sem vencer", analisou Nivaldo de Cillo.

O programa apontou uma sequência de fatores que pressionam o clube na temporada 2026:

Jejum no Brasileirão: Sem vencer há seis rodadas, o São Paulo vê a zona do rebaixamento se aproximar perigosamente, revivendo os alertas feitos no início do ano sobre a meta realista de atingir os 45 pontos.

Afastamento do Morumbi: Em razão da agenda de shows e eventos no estádio, o Tricolor não vence em sua casa desde abril, acumulando mandos de campo em locais como Campinas e lidando com prejuízos operacionais.

Transferban e reforços travados: Embora tenha regularizado nomes como Victor Sá, Aurélio Buta e Newton no BID da CBF, o clube segue impedido de registrar o zagueiro Domingos Duarte por conta da dívida de 1,05 milhão de euros com a Lazio pela compra de Marco Antônio.

Passivo judicial: Recentemente, o clube sofreu nova derrota na Justiça em disputa com o empresário do zagueiro Lucas Beraldo, envolvendo cobrança na casa dos R$ 4,5 milhões.

Luta contra a degola e sequência indigesta

Com o clássico contra o Santos adiado em função dos compromissos do rival na Copa Sul-Americana, a equipe comandada por Dorival Júnior terá pela frente o vice-líder Flamengo, no Maracanã, seguido por confrontos decisivos fora de casa e o retorno ao Morumbi previsto apenas para meados de agosto, contra o Coritiba.

Para a comissão técnica, o desafio imediato será reorganizar um sistema defensivo desfalcado por lesões e saídas recentes, tentando somar pontos cruciais longe de seus domínios para evitar que a crise institucional se consolide em drama na tabela do Campeonato Brasileiro.