Em nota oficial divulgada pelo movimento Safiel, o presidente do clube, Osmar Stabile, confirmou que levará a proposta não vinculante do projeto de SAF democrática para análise do Conselho de Orientação do Corinthians (Cori) na próxima reunião.
Se o conselho der o parecer favorável, a diretoria deve assinar o documento, autorizando oficialmente os idealizadores a abrirem a etapa de captação e reserva de cotas no mercado. A iniciativa visa dimensionar o potencial de arrecadação do projeto entre torcedores e investidores para o abatimento da dívida e a modernização da gestão do futebol alvinegro.
Como funciona o modelo da Safiel?
Direto da sala de imprensa da Arena Corinthians, o setorista Luis Fabiani explicou no ar os pilares do modelo proposto, desenhado para evitar a venda do controle do futebol a um único dono ou grupo estrangeiro:
Divisão de capital: A estrutura prevê 51% das ações voltadas à SAF e 49% sob o domínio do clube social, garantindo a coexistência das duas frentes.
Participação da torcida: Membros do Fiel Torcedor poderão adquirir cotas de ações para eleger um conselho gestor profissional, responsável por nomear e avaliar a diretoria executiva (CEO) da SAF.
Manutenção do clube social: A SAF do futebol pagaria royalties anuais ao clube social — estimados em cerca de R$ 60 milhões — para custear a sede de Parque São Jorge, piscinas e demais estruturas frequentadas pelos associados.
Pressão das organizadas: O avanço das tratativas ocorre também em meio à cobrança da Gaviões da Fiel, que se reuniu com a diretoria para rechaçar modelos de SAF com proprietário único e exigir transparência sobre eventuais propostas de aporte financeiro.
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