
Memphis Depay
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
A Fiel torcida viveu uma noite de paz e celebração na Arena Corinthians. Em atuação dominante do início ao fim, o Corinthians superou a equipe do Remo no Campeonato Brasileiro de 2026, consolidando a ascensão sob o comando do técnico Fernando Diniz. O treinador ostenta um início expressivo à frente do clube, com 10 vitórias em 17 jogos, alçando a equipe da 16ª para a 7ª colocação da tabela.
Apesar da "lua de mel" dentro das quatro linhas, a diretoria alvinegra enfrenta dias decisivos e intensos nos bastidores, englobando a novela da renovação contratual de Memphis Depay e a gestão de graves pendências financeiras internacionais.
As atualizações sobre o ambiente corintiano foram detalhadas durante o programa Os Donos da Bola pelo repórter Luis Fabiani, com análises de Nivaldo de Cillo, Ewerton Ramos e Guilherme Agrella.
A cartada final na renovação de Memphis Depay
A novela sobre a permanência de Memphis Depay ganhou contornos decisivos nesta semana. O atacante holandês apresentou uma contraproposta à diretoria liderada pelo presidente Osmar Stabile e pelo executivo Marcelo Paz. O estafe do jogador entende que chegou ao limite das concessões e aguarda uma definição do clube nos próximos dias.
Os principais pontos do novo desenho contratual envolvem:
Prazo estendido (três anos): O atleta exige vínculo até julho de 2029 como garantia para diluir o pagamento do passivo acumulado de R$ 40 milhões em bônus e metas que o clube lhe deve.
Ajuste nos vencimentos: Memphis aceitou uma redução no valor fixo de salário, solicitando em contrapartida um aumento nos bônus por produtividade (gols e assistências), modelo que agradou à diretoria alvinegra.
Risco de transferban: Caso não chegue a um acordo até o fim do vínculo atual (31 de julho), o jogador poderá acionar a Fifa a partir de 1º de agosto para cobrar o montante devido. Uma eventual condenação à vista traria incidência de juros e multas, podendo elevar a dívida para a casa dos R$ 80 milhões.
Fim de uma punição na Fifa e polêmica sobre fluxo de caixa
Na manhã desta sexta-feira, o Corinthians quitou o menor dos quatro transferbans que pesavam contra o clube na Fifa. Trata-se de uma dívida de aproximadamente US$ 225 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) referente a custas processuais de negociações anteriores.
Com a quitação, o Timão passa a ter três punições ativas no órgão internacional — envolvendo pendências pelos atletas Martínez e Charles, além de processos na CNRD no âmbito nacional.
A origem dos recursos para o pagamento, no entanto, gerou debate. A diretoria optou por antecipar uma parcela prevista para agosto vinda da Fatal Model / Fatal Fans, empresa patrocinadora associada a conteúdo adulto. O uso da verba para o futebol masculino divergiu do discurso inicial do clube, que havia anunciado a parceria como exclusividade para o fomento dos esportes olímpicos e do futebol feminino.
Paz no gramado e janela de transferências
Durante a entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Fernando Diniz elogiou a resposta do elenco, mesmo apontando que o gramado recém-reformado da Arena Corinthians ainda precisa de ajustes para atingir o nível ideal.
Visando a sequência no Brasileirão e os confrontos de mata-mata na Copa Libertadores, Diniz fez um apelo direto à cúpula do futebol sobre a janela de transferências:
"Eu sei que o Corinthians precisa vender alguém para que entre um recurso grande. Se a gente pudesse segurar todos, seria ótimo, mas se tiver que sair, que saia apenas um. A diretoria também está se esforçando para trazer reforços pontuais", afirmou o treinador.
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