
Doação de órgãos
Reprodução
O estado de São Paulo registrou um avanço significativo no sistema de transplantes no último ano. Dados oficiais revelam que o número de doadores de órgãos saltou de 1.023, em 2024, para 1.363 em 2025, o que representa um crescimento de 33%. O estado segue consolidado como a maior rede transplantadora do país e líder na realização desses procedimentos.
Balanço de procedimentos e recusa familiar
Ao todo, foram realizados 8.890 transplantes em solo paulista, um acréscimo de 500 cirurgias em relação ao balanço anterior. O levantamento também aponta uma mudança de comportamento social: a taxa de recusa familiar caiu 1,3 ponto percentual no período.
O ranking de órgãos e tecidos mais transplantados em 2025 foi liderado por:
Córneas: 5.886 procedimentos.
Rins: 2.031 procedimentos.
Apesar dos números positivos, a fila de espera continua sendo um desafio para a saúde pública: atualmente, cerca de 28 mil pessoas aguardam por um órgão no estado.
Como se tornar um doador
A legislação brasileira estabelece que a autorização para a doação de órgãos após o óbito depende exclusivamente da família. Por isso, especialistas reforçam que a ação mais eficaz é comunicar o desejo aos parentes próximos em vida, não sendo necessário deixar nenhum documento por escrito.
Outra forma de formalizar a intenção é através da Carteira de Identidade Nacional (CIN), informando o desejo ao atendente no momento da emissão ou renovação do documento.
Doação em vida
A reportagem também destaca que pessoas com mais de 21 anos e em boas condições de saúde podem realizar a doação de órgãos específicos ainda em vida, como um dos rins ou parte do fígado, desde que respeitados os critérios médicos e legais.
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