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Donald Trump diz que guerra contra o Irã pode acabar em semanas

Declaração do presidente dos EUA contrasta com escalada de ataques no Oriente Médio, que eleva preço do petróleo e leva Brasil a subsidiar diesel.

Por Redação
REDAÇÃO

01/04/2026 • 08:44 • Atualizado em 01/04/2026 • 08:44

Trump diz que guerra contra o Irã deve acabar em breve

Trump diz que guerra contra o Irã deve acabar em breve

Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração afirmando que a guerra contra o Irã "pode acabar em duas ou três semanas". Em um pronunciamento na Casa Branca, Trump disse que Teerã não precisaria sequer de um acordo para que o conflito tivesse um fim, argumentando que o principal objetivo americano, a destruição do arsenal nuclear iraniano, já foi alcançado. O presidente prometeu uma coletiva de imprensa para fornecer mais detalhes sobre a situação.

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No entanto, a visão otimista de Trump contrasta fortemente com a intensificação do conflito no Oriente Médio. Nas últimas horas, uma nova e violenta troca de ataques marcou a região. Israel voltou a bombardear cidades no Irã e no Líbano, países que, somados, já registram mais de 3.200 mortos desde o início da guerra. Em retaliação, o exército iraniano, agindo em coordenação com os rebeldes Houthi do Iêmen, lançou um ataque contra o território israelense, deixando 25 pessoas feridas.

A crise ganhou um novo capítulo na frente econômica quando o Irã atacou um navio petroleiro no Catar. A instabilidade aumentou com a ameaça dos Houthis de fechar o estreito de Bab al-Mandab, uma rota marítima alternativa crucial, uma vez que o Estreito de Ormuz já se encontra fechado. A notícia da possível interrupção de mais uma via essencial para o transporte de petróleo fez com que o preço do barril tipo Brent, que estava em queda, voltasse a subir, atingindo a cotação de 103 dólares.

Os efeitos da crise internacional foram sentidos imediatamente no Brasil. Em resposta à alta do petróleo e à consequente pressão sobre os combustíveis, o governo federal, em conjunto com os estados, fechou um acordo para frear o aumento do preço do diesel. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou um plano de subvenção direta aos importadores do combustível. A proposta prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro, com o custo de R$ 1,5 bilhão por mês dividido entre a União e os estados. Durigan afirmou que o governo está próximo de obter apoio unânime dos governadores e que a medida provisória para instituir o programa, que terá duração limitada, deve ser publicada ainda nesta semana.

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